Divulgação / CRBM
A tragédia no Cânion Fortaleza, em Cambará do Sul (RS), expôs uma grave falha de segurança em um dos pontos turísticos mais visitados do Brasil. Bianca Bernardon Zanella, de apenas 11 anos, caiu de uma altura de 70 metros enquanto caminhava com os pais no mirante do parque. A menina teria saído correndo em direção a um banco quando caiu de uma área sem qualquer proteção. O corpo foi resgatado dez horas depois.
A família é de Curitiba (PR). “Quero deixar um abraço, solidariedade, todo o meu carinho para a família”, declarou o governador Eduardo Leite em vídeo publicado nas redes sociais.
O local, que é administrado pela concessionária Urbia, permanecerá fechado em sinal de luto. Com 7,5 km de extensão e paredões que chegam a 900 metros de profundidade, o Cânion Fortaleza é considerado o principal atrativo da região. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar as circunstâncias da morte.
Segundo dados do IBGE e do Ministério do Turismo, o parque recebe cerca de 100 mil visitantes por ano, mesmo sem estrutura mínima de contenção em pontos de risco. O caso reacende o debate sobre segurança e responsabilidade em áreas de visitação natural no Brasil.
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