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A Argentina de Leo Messi entra em campo neste sábado (11), às 22h, em Kansas City, carregando uma mistura pesada de confiança, pressão e polêmica. Antes das quartas de final contra a Suíça, Lionel Scaloni indicou que pode repetir o time que começou a vitória por 3 a 2 sobre o Egito, mesmo depois de a seleção ficar perdendo por dois gols.
Para o treinador, a reação mostrou que os campeões mundiais não sentem mais o peso de uma partida decisiva e conseguem jogar até no sufoco como quem bate bola no quintal de casa.
No centro de tudo está Lionel Messi. Aos 39 anos, Lionel Messi chegou às quartas com oito gols e duas assistências, sem ter sido substituído em nenhuma partida. Lionel Scaloni explicou que o craque não está necessariamente correndo mais, mas aparece muito mais decisivo e vem colhendo os resultados de um trabalho físico específico. “Enquanto ele quiser, será o melhor”, resumiu Lionel Scaloni, reconhecendo, porém, que chegará o dia em que essa história extraordinária encontrará o seu ponto final.
Só que a campanha argentina também virou alvo de desconfiança. Depois da virada sobre o Egito, principalmente por causa de um gol egípcio anulado após revisão de uma falta na origem da jogada, cresceram nas redes sociais as acusações de favorecimento da arbitragem. Lionel Scaloni rebateu dizendo que esse discurso acompanha a Argentina desde a Copa de 1986 e afirmou que, com o VAR, seria muito difícil beneficiar uma seleção sem que as imagens mostrassem o que realmente aconteceu.
Segundo o técnico, alguns jogadores transformam os ataques em combustível para render ainda mais.
Enquanto a discussão esquenta fora de campo, a Argentina vive uma onda de patriotismo dentro do país. A classificação coincidiu com as celebrações dos 210 anos da Independência argentina, em 9 de julho, e até bandas militares tocaram músicas tradicionais das arquibancadas durante eventos oficiais em Buenos Aires. Para muitos argentinos, a seleção voltou a funcionar como ponto de união entre pessoas de posições políticas e condições sociais diferentes, alimentando o sonho do tetracampeonato justamente numa semana carregada de símbolos nacionais.
Lionel Scaloni, no entanto, pediu atenção total à Suíça, seleção fisicamente forte, experiente e responsável pela eliminação da Colômbia. O vencedor do confronto no Arrowhead Stadium enfrentará Inglaterra ou Noruega na semifinal.
Para a Argentina, não está em jogo apenas mais uma classificação: cada partida vencida prolonga o sonho de outro título e adia uma pergunta que ninguém no país parece preparado para responder, como será a seleção quando Lionel Messi finalmente decidir parar.
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