Valter Pontes SECOM
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), está aplicando inseticida em várias localidades de Salvador, utilizando um equipamento que gera uma densa neblina no ar. O método, conhecido por termonebulização, é utilizado no combate ao Aedes aegypti e muriçocas (Culex), com o intuito de diminuir a infestação dos insetos, eliminando de forma rápida um grande quantitativo de mosquitos em fase adulta.
A operação consiste em lançar uma mistura de inseticida e óleo mineral suficiente para eliminar os mosquitos, por meio das gotículas do produto, que permanecem por um bom tempo flutuando no ar. Com a estratégia é possível complementar as ações contra as arboviroses (doenças causadas pelos chamados arbovírus), eliminando também o Aedes aegypti e reduzindo assim a circulação da dengue, zika e chikungunya no município.
As ações de termonebulização acontecem sempre a partir das 19h, sempre de segunda a quinta-feira, em localidades a exemplo do Bairro da Paz, Dique do Cabrito, Pirajá, Santa Teresa, Avenida Afrânio Peixoto (Suburbana) e Santa Luzia. A operação envolve duas equipes que trabalham em dias alternados, com auxílio de uma caminhonete e um veículo de apoio.
Monitoramento – Durante todo o ano, o CCZ faz o monitoramento de áreas estratégicas, com a finalidade de identificar áreas e períodos de maior infestação. Esses locais recebem medidas de manejo integrado, para a redução do incômodo causado pelos insetos. Segundo a coordenadora do Programa de Vigilância, Lucrécia Lopes, no CCZ é feito um trabalho não só de aplicação de inseticida, mas de inspeção onde houver possibilidade de foco.
“Fazemos a coleta para saber se tem larva, identificamos no laboratório e, quando achamos, é feita a aplicação de larvicida no local”, explicou.
A gestora destaca que este trabalho é importante para que Salvador continue livre de doenças associadas às muriçocas, a exemplo da filariose e febre do Nilo. Ela informa que o CCZ está permanentemente fazendo o monitoramento de casos suspeitos. Outra questão é o incômodo causado pela infestação, por isso o trabalho é feito de forma integrada com limpeza dos canais e capinação, para que não haja água parada e vegetação em abundância, ambiente propício para os mosquitos. Caso alguma área específica precise de vistoria, a presença de técnicos do CCZ pode ser solicitada através do Fala Salvador , no número 156 ou site Fala Salvador.
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