Crédito: Estadão Conteúdo/Arquivo
“O Eduardo resolveu me fustigar”, queixa-se o presidente Michel Temer ao empresário Joesley Batista, do Grupo JBS, delator da Operação Patmos, capítulo mais explosivo da Lava Jato, na gravação liberada nesta quinta-feira (18), pelo STF.
A reclamação do presidente era dirigida ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), preso desde outubro de 2016, já condenado pelo juiz Sérgio Moro a 15 anos e quatro meses de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.Joesley gravou toda a conversa com Temer naquela noite de 7 de março no Palácio do Jaburu.Ele puxou o assunto Eduardo Cunha. “Eu não sei como é que tá essa relação…”Temer lembra que a defesa do ex-deputado o arrolou como testemunha.
“O Eduardo resolveu me fustigar… O Moro indeferiu 21 perguntas dele que não tem nada a ver com a defesa dele, pra me entrutar, eu não fiz nada …fatalidade …ele tá aí rapaz.”Pouco depois, no meio da conversa gravada no Palácio do Jaburu, o presidente Michel Temer aconselhou Joesley Batista, do Grupo JBS: “Tem que manter isso, viu?”, em resposta a um relato sobre o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso desde outubro na Operação Lava Jato.
“O que mais ou menos eu dei conta de fazer até agora, tô de bem com o Eduardo. Eu tô segurando as pontas com ele”, disse Joesley.
Fonte: Estadão Conteúdo
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