Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil
Em cerimônia no Palácio do Planalto em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, o presidente Michel Temer afirmou que as mulheres têm uma “grande participação” na economia porque ninguém é mais capaz do que elas para “indicar os desajustes de preço no supermercado e ninguém é melhor para detectar as eventuais flutuações econômicas, pelo orçamento doméstico maior ou menor”.
Temer disse também que, com as perspectivas de recuperação econômica, as mulheres terão mais oportunidades de emprego, além de cuidar dos “afazeres domésticos”. “Com a queda da inflação e dos juros, com o superávit recorde da balança comercial, com o crescimento do investimento externo, isso significa emprego, e significa também que a mulher, além de cuidar dos afazeres domésticos, terá um campo cada vez mais largo de emprego”, afirma, ao ressaltar que tem dito a empresários que a recessão “está indo embora”.
O presidente declarou também que a formação dos filhos é feita pelas mulheres, não pelos homens. “Tenho absoluta convicção, até por formação familiar, por estar ao lado da Marcela (Temer), o quanto a mulher faz pela casa, o quanto faz pelo lar, o quanto faz pelos filhos. Se a sociedade, de alguma maneira, vai bem, e os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada formação em suas casas, e seguramente isto quem faz não é o homem, mas a mulher”, disse.
Temer destacou que a Constituição prevê direitos e deveres iguais para homens e mulheres e que, neste momento, “cada vez mais rapidamente”, a mulher vai ocupando “espaço cada vez mais significativo, mais enaltecedor”. o presidente afirmou também que as mulheres são “a força motriz mais relevante” do Brasil.
A cerimônia contou com a presença da primeira-dama Marcela Temer, da ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, a secretária nacional de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o ministro da Saúde, Ricardo Barros. A plateia era formada predominantemente por mulheres, muitas delas deputadas federais.
Marcela, que falou por pouco mais de 2 minutos, destacou as mulheres que cuidam de seus filhos sob condições precárias, muitas vezes sozinhas. “Mesmo com a busca pela legitimidade de apontar o que é melhor para nós, há momentos em que a realidade se mostra difícil para muitas mulheres”, afirma. “A essas bravas mulheres precisamos dar condições de criar seus filhos da melhor maneira possível”, acrescenta.
Fonte: Estadão Conteúdo
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