Nelson Jr. / SCO / STF
Um grupo de parlamentares de direita se mobiliza em Brasília para tentar aplicar, em tempo real, a chamada Lei Magnitsky, mecanismo internacional que prevê sanções contra autoridades acusadas de violar direitos humanos ou praticar corrupção. O movimento ganhou força diante do julgamento de Jair Bolsonaro no STF, sob relatoria de Alexandre de Moraes, e mira diretamente integrantes da Corte e aliados do governo petista.
A estratégia é pressionar instâncias externas a adotar medidas contra ministros e figuras políticas, num gesto que escancara a desconfiança sobre a imparcialidade do Judiciário brasileiro.
O Brasil já viveu situações semelhantes em que setores do Judiciário e da política foram denunciados internacionalmente, mas nunca houve a tentativa organizada de acionar a Magnitsky em tempo real, enquanto processos ainda estão em andamento. Esse esforço de deputados e senadores ligados ao bolsonarismo tenta colocar em evidência que, enquanto o descondenado Lula mantém aliados blindados, Bolsonaro é julgado de forma célere e sem isonomia.
Segundo os articuladores, a pressão externa poderia até gerar constrangimentos diplomáticos, já que países como Estados Unidos e Canadá aplicam esse tipo de sanção contra autoridades de regimes acusados de arbitrariedades.
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