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A expectativa de um julgamento de Jair Bolsonaro no STF tem ganhado força com o avanço das investigações sobre o suposto plano de golpe de Estado e ações para neutralizar figuras como o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. Novas provas, incluindo informações extraídas do celular de Braga Netto, ex-candidato a vice, e depoimentos de Mauro Cid, ampliaram o escopo da investigação.
A Procuradoria-Geral da República deve apresentar sua denúncia entre março e abril de 2025, atrasando o cronograma inicial previsto para fevereiro.
No STF, ministros avaliam que o julgamento não pode se estender para 2026, para evitar acusações de interferência nas eleições. A prisão de Braga Netto também alimenta especulações sobre um possível acordo de delação premiada, embora o advogado do ex-ministro, José Luis Oliveira Lima, negue veementemente essa possibilidade. Segundo ele, “não existe possibilidade alguma de delação”, pois Braga Netto não teria cometido crimes.
Enquanto isso, aliados de Bolsonaro intensificam críticas à Polícia Federal e ao ministro Alexandre de Moraes, colocando ainda mais tensão sobre o processo. O temor no Supremo é de que a demora no julgamento seja interpretada como estratégia política, especialmente com a proximidade das próximas eleições.
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