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Mudanças do Minha Casa, Minha Vida ampliam o acesso à moradia e estimula o mercado

Arquivo / Agência Brasil

As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida, que entraram em vigor no dia 2 de janeiro deste novo ano, marcam um novo ciclo para o mercado habitacional brasileiro ao ampliar os tetos de financiamento, reduzir taxas de juros e reforçar subsídios, especialmente para as faixas 1 e 2, de menor renda. As mudanças criam condições mais favoráveis para o acesso à casa própria.

Para a MRV, líder no segmento de habitação econômica no país, o novo desenho deve reforçar ainda mais sua estratégia voltada para o setor, que já vinha apresentando resultados consistentes. Apenas nos primeiros nove meses de 2025, a companhia lançou mais de 31 mil unidades residenciais, das quais 97% estavam enquadradas no Minha Casa, Minha Vida.

Com as novas regras, o valor máximo dos imóveis financiáveis nas faixas 1 e 2 passa a variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil, de acordo com o porte do município e sua classificação urbana. Em cidades com mais de 750 mil habitantes, classificadas como metrópoles, o teto chega a R$ 270 mil, enquanto capitais regionais e municípios de médio porte passam a operar com limites entre R$ 255 mil e R$ 260 mil — reajustes de 4% a 6% em relação aos valores anteriores.

Nesse novo cenário, tanto a faixa 1 quanto a faixa 2 atendidas pelo programa passaram a ter acesso a uma gama ainda maior das unidades habitacionais que integram o estoque da MRV — cerca de 37% a mais em relação às regras válidas em 2024, segundo estimativa da companhia. Hoje, a faixa 1 responde por cerca de 22% das vendas da empresa, enquanto a faixa 2 concentra, aproximadamente, 35%.

Além da atualização dos tetos, o pacote prevê redução de taxas de juros nas faixas sinalizadas e reforço dos subsídios do FGTS, o que diminui o valor da entrada e amplia a viabilidade do financiamento para famílias de menor renda.

O conjunto das medidas é sustentado por um orçamento recorde do FGTS para 2026, de R$ 160,5 bilhões, sendo R$ 144,5 bilhões destinados à habitação, além da previsão de R$ 12,5 bilhões em descontos habitacionais, concentrados nas faixas de renda mais baixas. Ao todo, as mudanças impactam 75 municípios, que reúnem cerca de 51,8 milhões de habitantes, com destaque para regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

“O nosso mercado sempre tem demanda. O déficit habitacional no Brasil é muito significativo, e o programa federal tem um papel importante ao oferecer subsídios e condições de financiamento que viabilizam o acesso à moradia”, afirma Eduardo Fischer, CEO da MRV. “Temos não só o Minha Casa, Minha Vida, mas também programas regionais que ajudam a população a conquistar a casa própria. Existe um contexto macro positivo para a indústria. Olhamos para 2026 com bastante otimismo”, acrescenta o executivo.

Nos primeiros nove meses de 2025, mesmo em um cenário de juros elevados, o programa habitacional foi um dos principais vetores de resiliência do setor. Na MRV, ele contribuiu para um crescimento de 17,6% na receita operacional e uma alta de 35,5% no lucro bruto no período, o que reforça a relevância do segmento econômico em momentos de maior restrição monetária.



Presença nacional e escala operacional – Atualmente, a MRV mantém cerca de 270 canteiros de obras ativos em 22 estados, o que garante capilaridade para capturar os efeitos positivos das novas regras em diferentes regiões do país.

“Com a combinação de tetos atualizados, taxas mais baixas e orçamento recorde do FGTS, o novo ciclo do Minha Casa Minha Vida deve reforçar o papel do programa como indutor de investimentos, ampliação da oferta habitacional e redução do déficit de moradia no Brasil, com impacto direto sobre empresas que atuam com escala, eficiência e foco no segmento econômico”, complementa Eduardo Fischer.





Clara

Estudante de Letras, Clara Paixão auxiliou diversos autores conservadores em Recife e Carpina (PE). Amante da Liberdade, Clara entende que são preceitos básicos: direito irrestrito ao projeto de vida do próximo, direito à propriedade privada e livre mercado.

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