Crédito: Carlos Moura/SCO/STF
Na noite de segunda-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, trouxe à tona uma questão preocupante: o excesso de processos no Judiciário brasileiro, que ele descreveu como uma “epidemia”.
Durante o 17º Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizado em Salvador, Barroso destacou que o Brasil detém um recorde mundial com mais de 80 milhões de processos em tramitação, evidenciando uma crise tanto quantitativa quanto qualitativa.
Barroso apontou que grande parte desses processos envolve execução fiscal e ações contra o INSS, sugerindo a necessidade de implementação de mecanismos tecnológicos para dar mais agilidade à Justiça. Ele ressaltou a produtividade do Judiciário, que julga cerca de 30 milhões de processos por ano, mas enfatizou que sempre há espaço para melhorias. A ideia é transformar o Judiciário, que é um poder, mas também um serviço público, em algo mais eficiente e ágil para a sociedade.
Este cenário realça a necessidade urgente de uma reforma no sistema judicial, com foco em “desjudicialização” e eficiência, para lidar com essa “epidemia” de processos e melhor servir ao público.
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