O Carnaval de Salvador se aproxima, mas junto com a festa vem uma realidade que poucos gostam de admitir: o narcotráfico domina as bordas dos circuitos. Mesmo com barreiras e policiamento reforçado, a venda de drogas ocorre livremente nas extremidades, sob os olhares do Comando Vermelho (CV) e do Bonde do Maluco (BDM). Um major da PM, com mais de 10 anos de atuação no evento, explica, em entrevista ao Correio, que “as barreiras impedem o comércio dentro da festa, mas não o consumo. As organizações lucram milhões nas ‘biqueiras’ às margens do circuito”.
Em 2024, durante a passagem de um trio na Carlos Gomes, criminosos abriram fogo contra rivais, matando uma pessoa e ferindo outras duas. As facções transformaram o entorno da folia em uma zona de disputa, com ataques frequentes em bairros estratégicos como Gamboa, Dois de Julho e Calabar.
Mesmo movimentando bilhões, a festa continua refém da violência e do tráfico, enquanto o governo estadual fecha os olhos para a guerra silenciosa que acontece a poucos metros dos trios.
O massacre em frente ao Museu de Arte Sacra, em outubro passado, e a invasão do CV ao Calabar em setembro são apenas exemplos recentes da escalada do crime na cidade. O Carnaval é um espetáculo, mas a segurança pública na Bahia segue sendo um grande fiasco.
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