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Com o anúncio do plano de reabertura das atividades econômicas, feito pelo Prefeito de Salvador e pelo Governador do Estado, as expectativas para o retorno aos locais de trabalho se dividem entre o medo e a ânsia de voltar ao normal. Para essa retomada, no entanto, as rotinas e as dinâmicas das organizações terão que mudar para incorporar a prevenção contra a Covid-19, evitando, assim, que seja necessário voltar ao isolamento social.
Em estudo intitulado “Retomada: a volta aos locais de trabalho”, a PwC Brasil traz sugestões de como fazer com que essa reabertura das empresas seja não só segura, mas que também traga tranquilidade para seus colaboradores e funcionários.
Entre as recomendações da firma está o desenvolvimento de um plano com estratégias para esse momento, que podem incluir desde pensar quem realmente precisa voltar ao local de trabalho como também a criação de um manual de retorno seguro, que considere como se sentem os funcionários diante desse momento.
“É o momento de líderes se lembrarem que estamos todos retornando aos poucos de um momento confuso e incomum e que oferecer segurança aos colaboradores pode ser a chave para um melhor rendimento e atendimento ao cliente”, aponta Luciano Sampaio, líder da PwC Brasil na região Nordeste.
Leia abaixo as principais recomendações:
Cuidados com a saúde e a segurança – Os cuidados preventivos vão precisar fazer parte do dia a dia fora de casa. Para as empresas, além da adoção de medidas que evitem o risco específico para Covid-19, montar um plano para um retorno por etapas, tipos de tarefa e localização dos funcionários pode ser uma boa opção. Fazer o uso de dados e não de datas é uma maneira de trazer mais tranquilidade aos trabalhadores.
Comunicação – Quesito muito importante para qualquer empresa, segundo o estudo da PwC, uma comunicação de “Propósito, otimismo e clareza”, é fundamental para conduzir e disseminar as medidas e mudanças a serem adotadas pela corporação.
Lembrar que é um momento de readaptação para todos – Apesar de retornar ao antigo local de trabalho, faz-se necessário entender que se trata de um momento de readaptação para todos e isso significa encontrar novas ferramentas e formas de trabalho que possam melhorar operações essenciais e a formação de novas que façam sentido para seu local de trabalho. Exemplos disso são continuar a aposta na digitação e a melhoria da tecnologia utilizada.
Empatia – Ainda entre as orientações da PwC destaca-se o desenvolvimento de uma política e cultura empáticas, onde, no planejamento, se leve em conta as preocupações e necessidades dos empregados com questões relacionadas à sua saúde ou de familiares. É importante também observar aqueles que podem ter precisado assumir novas responsabilidades em casa, como é o caso de pais com crianças que ainda se encontram sem poder ir à escola. Nesse cenário, pode ser uma boa estratégia avaliar questões como horários de trabalho, métricas de desempenho, preocupações das pessoas e os gargalos de produtividade, estas podem ser estudadas por meio de ferramentas de análise como formulários anônimos, pesquisas de clima organizacional ou até mesmo reuniões para conversas francas com os colaboradores.
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