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Você se lembra daquela vez que apostou todas as fichas e, de repente, viu a maré virar contra você? Muitos prefeitos do Nordeste estão nesse barco agora. Eles, que uma vez celebraram a vitória de um ex-presidiário fazendo o L “com força”, hoje enfrentam um cenário financeiro tempestuoso.
Em primeiro lugar, a grande questão que está sacudindo as prefeituras: a estagnação no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) pela União. Um movimento chamado “Sem FPM não dá, as prefeituras vão parar” está ganhando força, com apoio da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). A situação é tão crítica que prefeituras planejam pausar atividades administrativas e até organizar protestos na capital federal.
E não pense que é só um ou dois municípios. Em todas as unidades federativas da região Nordeste, as prefeituras planejam essa paralisação. E tem mais: cidades de Santa Catarina, Paraná, Tocantins, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também pretendem aderir. Ao conferir os números, percebemos o tamanho da crise: 350 municípios da Bahia, 217 do Maranhão e 168 do Ceará confirmaram participação.
O FPM é como o coração financeiro de muitas prefeituras, composto por 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados. Imaginem o impacto quando esse coração enfrenta problemas! O primeiro semestre do ano, segundo a CNM, foi marcado por atrasos de pagamentos, com uma redução das verbas em quase 73% em comparação ao ano anterior.
Então, se você ver faixas nas ruas ou ouvir sobre protestos em Brasília, lembre-se: é o resultado de promessas não cumpridas pelo ex-presidiário Lula e uma conta que não fecha. O Nordeste e outras regiões do país estão cobrando, e a bola agora está com a União.
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