SECOM Prefeitura de Salvador
A Rua do Curuzu, no bairro da Liberdade, atualmente passando por requalificação, será liberada para o período do Carnaval e terá as obras retomadas após a Quarta-feira de Cinzas. O local sedia, no sábado da folia de Momo (22), a famosa saída do Ilê Aiyê, que inicia o ritual festivo no Curuzu e segue em direção ao Plano Inclinado da Liberdade. As intervenções já estão 40% concluídas e têm previsão de durar nove meses. As melhorias, iniciadas em agosto, são executadas pela empresa CBS Construtora Baiana de Saneamento, com acompanhamento da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra). O projeto de requalificação foi elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF).
De acordo com a Seinfra, a obra tem caminhado dentro do cronograma. Até agora, 30% dos serviços de pavimentação foram realizados e 40 % de ações envolvendo drenagem, implantação de vala técnica, passeio em concreto lavado e meio fio já foram concluídas. O trecho a ser requalificado mede 1,1 km, e receberá investimentos de R$6,8 milhões. O objetivo da intervenção é promover melhorias urbanísticas e de mobilidade, além de valorizar a história e a cultura do Curuzu e de seus mais de 20 mil habitantes. O projeto envolve a colocação de piso intertravado, ordenamento do estacionamento, implantação de novo mobiliário urbano, nova iluminação em LED, fiação subterrânea e colocação de pórticos de acesso e identificação do Curuzu. Também faz parte da requalificação a instalação de um busto em homenagem a Apolônio de Jesus, próximo à Unidade de Emergência (UE) Mãe Hilda.
Um dos fundadores do Ilê Aiyê, Apolônio era um entusiasta da cultura e do turismo – fundou duas outras agremiações afro, foi dono de um bar e promotor de excursões para as praias de Salvador. A homenagem foi uma das demandas da população abraçada pela gestão municipal, após reuniões com os moradores e entidades para debater o projeto.
Referência – A rua de 1,1 km de extensão já começou a ganhar nova pavimentação em piso intertravado nas cores predominantes que representam a cultura do Ilê e do Curuzu, o amarelo e o vermelho. Essas também são cores presentes na fachada da Senzala do Barro Preto, sede do bloco, que tornou a rua tão famosa mundialmente, e da fantasia carnavalesca da agremiação nascida na primeira metade da década de 1970.
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