Crédito: Reprodução/Site Segunda Opinião
O vereador Odiosvaldo Vigas (PDT) comentou sobre a proposta do fim do imposto sindical obrigatório que tramita no Congresso Nacional e defendeu os sindicatos ao alegar que as entidades atuam apenas pelos interesses os trabalhadores.
“A reforma trabalhista vai alterar mais de 100 artigos da CLT. Inclusive, alguns ministros do trabalho sabem que isso será um retrocesso para o trabalhador brasileiro em que haverá perdas de muitos direitos e conquistas trabalhistas que se ganhou ao longo do tempo diante do próprio capitalismo brasileiro. E agora, com o fim da contribuição sindical em que alegam que “favorece”, individualmente, pessoas ou serve para enriquecimento ilícito de sindicalistas são argumentos ‘fictícios’ e ‘falaciosos’ porque estamos no estágio do capitalismo em nosso país onde para termos sindicalismo forte é preciso ter essa contribuição sindical para os sindicatos estarem fortalecidos para exercerem seu trabalho junto a sua base representativa. Pela própria formação e educação do cidadão brasileiro, se compararmos hoje no Brasil os vários clubes onde cada um dos cidadãos faz sua contribuição voluntária ao clube. Nós temos vários partidos nesse país, muitos deles, envolvidos nesta demanda. Mas, devemos procurar saber se a militância desses partidos faz a contribuição de maneira voluntária a essas entidades ou instituições com o papel e a responsabilidade de contribuirem para entidades que a representarem. Eu acho que com o fim da contribuição sindical, como alegam os empresários, que só pensam no capital e no lucro, ideia essa que deve ser mudada, só quem perdem são os sindicatos e os trabalhadores”, opina Odiosvaldo.
Para o pdtista, essa medida de acabar com a contribuição sindical é para intimidar o trabalhador. “Se fizer um levantamento estatístico para se apurar quantos dentro do sindicato, realmente, são candidatos vai mostrar que não é o que se está dizendo, pelo contrário, aqueles que se opõem a contribuição sindical tem o apoio do capital para sairem candidatos, como o que está se mostrando através dessa situaçao da Lava Jato, da Odebrecht, da OAS e tantas outras empresas que municiavam as candidaturas que tinham interesse em ver que no futuro queriam representar seus interesses, enquanto que os sindicalistas, poucos sairam candidatos, mas nunca na visão de dizer que a contribuição sindical vai servir de base para serem candidatos”, disse.
Rafael Santana
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