Mais de duas décadas antes de Javier Milei sacudir a política argentina com sua política conservadora-libera, Olavo de Carvalho já enxergava com clareza cirúrgica os motivos do colapso econômico e institucional do país vizinho.
No artigo “A crise argentina”, publicado em 25 de dezembro de 2001 no seu próprio site, o filósofo diagnosticava que o problema não era apenas econômico, mas moral e psicológico. O filósofo afirmava que a Argentina era refém de um populismo estatizante que premiava parasitas e punia produtores, criando uma sociedade cada vez mais dependente do Estado e menos capaz de gerar riqueza.
Olavo denunciava que, enquanto os políticos continuassem oferecendo benesses financiadas com dívida externa, o país afundaria cada vez mais. Para o professor, só uma ruptura real com o modelo estatista permitiria a reconstrução,uma ideia que hoje se materializa na figura de Milei, que vem enfrentando a máquina estatal e desafiando as castas políticas, como o próprio Olavo recomendava.
Segundo Olavo, qualquer saída verdadeira exigiria coragem para enfrentar interesses poderosos e reverter a cultura de subsídios que contaminou até o senso comum argentino.
No texto, Olavo propunha medidas que hoje fazem parte do discurso de Milei: desregulamentação da economia, redução drástica do Estado, eliminação de privilégios e proteção ao setor produtivo. Ele sabia que a mudança não viria de dentro do sistema, mas de alguém disposto a quebrá-lo, e antecipou que essa figura seria tratada como “louco” ou “radical”, exatamente como Milei foi rotulado.
O tempo provou que Olavo não apenas tinha razão, como enxergou o futuro da Argentina com mais precisão que qualquer economista da época.
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