Marco Santos / USP Imagens
Empresas como a TEL Centro de Contatos reforçam sua importância em tempos de isolamento social por permitir que parte do atendimento seja realizado no domicílio do colaborador. O trabalho de casa pode se tornar uma tendência, mesmo após o fim da quarentena imposta pelo combate à Covid-19. Estudo recente do diretor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Miceli, indica crescimento de 30% no número de empresas que pretendem adotar o home office após a crise. “A TEL já é uma empresa que tem nas soluções tecnológicas um ponto forte de sua atuação. Para o momento atual, desenvolvemos uma tecnologia própria para recrutamento e seleção de candidatos à vaga de emprego. Já colocamos em prática o processo seletivo 100% online para preenchimento das vagas de home office”, explica o superintendente de Relações Institucionais da empresa, Rodrigo Neri.
O executivo se refere ao processo realizado em maio, no qual a TEL abriu 800 vagas de emprego em Feira de Santana e 300 oportunidades profissionais em São Paulo. “Está no DNA da empresa esse aspecto das soluções tecnológicas avançadas associadas com a motivação e valorização das pessoas. Então foi natural adaptar processos para permitir o trabalho remoto, mantendo a mesma qualidade dos serviços prestados”, diz.
Durante a pandemia da covid-19, corporações de diferentes tamanhos optaram pelo trabalho remoto. Para as empresas de contact center esse é um processo ainda mais natural. Nelas, as operações são realizadas a partir de variados canais de interação com os clientes, incluindo o atendimento por telefone, mas também utilizando e-mail, chat, SMS, redes sociais, entre outros. As empresas do setor são as que mais empregam em todo o Brasil.
Em março, com a pandemia, o trabalho de call center, que integra o segmento de contact center, foi considerado serviço público e essencial, e listado entre as atividades “indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade”, conforme decreto federal Nº 10.282. O call center demanda profissionais a partir de 18 anos, com ensino médio, e requisitos como conhecimento de informática, bom relacionamento interpessoal, agilidade e paciência.
“O call center é um setor que não exige experiência, possui carga horária de seis horas diárias e reserva oportunidades para quem deseja pleitear o primeiro emprego e construir uma sólida carreira profissional”, reforça Neri. Na avaliação do superintendente, não só empresas do ramo de contact center ou da área de tecnologia, mas diferentes segmentos devem começar a adotar o trabalho de casa.
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