Edilson Rodrigues / Agência Senado
A postura de Otto Alencar contra ACM Neto vai muito além de política ou ideologia. Nos bastidores, a avaliação de pessoas próxima do chefe do cartório PSD Bahia é que Otto “faz política com o fígado”, movido por uma “mágoa pessoal antiga” que ele nunca explicou publicamente. Mesmo tendo origem no carlismo, o senador sempre deixou claro, inclusive em conversas reservadas, que é “inimigo declarado de Neto”, uma posição que contrasta até com o “carinho que amigos e familiares do próprio Otto” demonstram pelo ex-prefeito de Salvador.
Em entrevista ao Política Livre, Otto escancarou essa resistência ao afirmar: “Não há a menor condição, a mínima condição, de levar o partido para o lado de ACM Neto”.
O senador ainda tentou justificar a decisão como coletiva, dizendo que ouviu deputados e prefeitos do PSD e que a maioria defenderia a permanência com o PT, citando que apenas os filhos de Ângelo Coronel ainda não teriam se posicionado. O discurso, porém, não esconde o fato central: a rejeição a ACM Neto é pessoal, antiga e nada republicana… e acaba arrastando o partido para uma decisão guiada mais por ressentimento do que por estratégia política.
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