O deputado estadual e candidato à reeleição Pablo Barrozo (DEM) acredita que a não candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) favorece a oposição na Bahia. O petista deve ter a postulação indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já que foi condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro e está preso na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. “O ex-prefeito Fernando Haddad, que deve ser o candidato do PT, é totalmente desconhecido pela população baiana e brasileira. Com isso, aumentam as chances da oposição porque temos candidatos mais competitivos. Estou muito confiante em minha reeleição e na vitória do nosso candidato, o prefeito José Ronaldo. Quem analisar atentamente as propostas e acompanhar os debates vai perceber que José Ronaldo não ganhou quatro vezes a prefeitura de Feira de Santana por acaso. Ele é um político muito preparado”, ressaltou, em entrevista à Tribuna.
O oposicionista teceu duras críticas ao governo de Rui Costa (PT). Para ele, é uma gestão de “propaganda e das promessas não cumpridas”. “A Bahia está mergulhada no caos. Todos os levantamentos sérios revelam que a Bahia é o estado com o maior índice de criminalidade e assassinatos do país. Muito pior que o Rio de Janeiro, por exemplo. Na educação, os índices são alarmantes. Ocupamos as últimas colocações no ranking nacional. A saúde vai de mal a pior, com hospitais superlotados, falta de médicos e equipamentos e pessoas morrendo por falta de atendimento. Em relação ao combate ao desemprego, você não vê nenhuma ação efetiva visando a atração de investimentos para o Polo de Camaçari, por exemplo”, atacou. No entendimento do democrata, o próximo chefe do Palácio de Ondina deve focar nas áreas de: saúde, segurança, segurança e geração de emprego. “O próximo governador precisa ter um olhar especial para o interior e realizar as obras de infraestrutura que as cidades precisam para o seu desenvolvimento”, acrescentou.
Sobre o seu primeiro mandato, Barrozo diz que foi marcado pela “coerência”. “O meu primeiro mandato, que ainda não terminou, foi marcado pela coerência. Fui eleito pela oposição e cumpri meu dever de fiscalizar os atos administrativos, apoiar o que considerei correto e criticar os erros do governo”, pontuou.
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