Valter Pontes SECOM
O Sebrae e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) deram mais um passo no fortalecimento da preservação dos patrimônios imateriais brasileiros. Por meio de uma parceria entre as duas instituições, estão sendo disponibilizados cursos on-line, pelo WhatsApp, e-books e trilhas de conhecimento, de forma gratuita, para detentores de bens de natureza imaterial no país, que são os empreendedores culturais como as baianas do acarajé, os mestres de capoeira, do carimbó, entre outros.
O objetivo é que esses detentores tenham a possibilidade de aprimorar os seus negócios. As capacitações estão divididas em três segmentos: formalização do negócio e acesso ao crédito; gestão empresarial, financeira e contábil; e marketing e novos negócios no digital. A ação faz parte de um convênio de cooperação técnica entre Sebrae e Iphan, válido por cinco anos.
O primeiro passo, realizado em 2022, foi um diagnóstico de produtos e serviços associados aos bens registrados. A pesquisa apontou que metade dos entrevistados era formalizada e que 78% da outra metade desejava se formalizar. Além disso, o diagnóstico orientou a formulação destas trilhas. Além do levantamento, foram promovidos quatro workshops em Manaus (AM), Brasília (DF), Recife (PE) e São Paulo (SP). Em junho deste ano, o presidente do Sebrae, Décio Lima, e o presidente do Iphan, Leandro Grass, reforçaram a parceria entre as duas entidades para levar capacitação, promoção e apoio à comercialização desse público.
A coordenadora de Economia Criativa do Sebrae, Denise Marques, destaca a importância da capacitação das comunidades detentoras do Patrimônio Cultural brasileiro. “Pretende-se com as capacitações que os detentores possam escolher a melhor trilha para seu caminho empreendedor. Aqueles que já são formalizados podem adquirir os conteúdos sobre gestão e mercado digital e aqueles que ainda não são formalizados, que representa um universo de 50% dos detentores, o conhecimento sobre os benefícios do MEI irá deixá-los mais preparados para se tornarem pequenos negócios e alcançarem mais resultados no mercado”, disse.
Bens Imateriais – Atualmente, o Brasil conta com 52 bens imateriais registrados. Eles se caracterizam-se pelas práticas e domínios da vida social apropriados por indivíduos e grupos sociais como importantes elementos de sua identidade e são transmitidos de geração em geração. Dessa forma, contribuem para promoção do respeito à diversidade cultural e à criatividade humana. Alguns exemplos de bens culturais imateriais são a capoeira, o acarajé, o repente, o cordel, o samba de roda e o carimbó.
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