Patrulha Guardiã Maria da Penha completa um ano de atividades em junho

Valter Pontes SECOM Salvador

Prestes a celebrar um ano de atividades neste mês (18 de junho), a Patrulha Guardiã Maria da Penha já realizou 175 atendimentos até abril deste ano. Criada a partir de uma preocupação da Guarda Civil Municipal (GCM) com as mulheres vítimas de violência na capital baiana, a patrulha está sediada na Casa da Mulher Brasileira, na Avenida Tancredo Neves, onde atua em conjunto com outros órgãos de defesa da mulher, que, em ação ininterrupta, atendem casos de violência denunciados ou por chegada espontânea.

Ali, além da questão da segurança, há o atendimento psicossocial e psicológico, seguido do direcionamento da vítima para os respectivos órgãos responsáveis pelos casos apresentados. A patrulha funciona ainda como escolta, de forma a acompanhar e direcionar a mulher agredida aos respectivos órgãos externos, para denúncia, realização de exames e afins.

Atualmente, a Patrulha Guardiã Maria da Penha conta com 16 agentes efetivos, com quatro mulheres comandando as operações. A previsão é dobrar este número até o final de julho, a partir da formação de novos guardas para atuar especificamente nesta área.



Prevenção – A Patrulha Guardiã Maria da Penha também realiza encontros, palestras e rodas de conversa, a fim de esclarecer dúvidas e apresentar o trabalho à população soteropolitana. A intenção é prevenir novas situações, bem como alertar as mulheres sobre os próprios direitos e a quem recorrer caso algo desagradável aconteça.

“É um trabalho que teve início ainda no ano de 2021, com a Guarda Maria. E, devido ao crescimento do número de incidentes registrados, houve necessidade da criação desse projeto, que neste mês de junho comemora um ano de atuação na cidade de Salvador”, destaca a coordenadora da Patrulha, Géssica Reis.

A coordenadora explica que os agentes direcionados para atuar na Patrulha Guardiã Maria da Penha são preparados para trabalhar em casos de violência contra mulheres, capacitados com noções de empatia e acolhimento, aptos a direcionar as vítimas de forma adequada, conforme a necessidade. Além do enfrentamento diário, a Patrulha Guardiã Maria da Penha atua nas escolas, com o projeto Guardiã do Saber, onde a prevenção é trabalhada junto a crianças e adolescentes das escolas municipais de Salvador.

Mulheres que necessitem da ajuda e orientação da Patrulha Guardiã Maria da Penha devem entrar em contato com a Central, através do telefone (71) 3202-5312, ou do telefone da Casa da Mulher Brasileira, no (71) 3202-7390, onde terão acesso a todas as informações necessárias e seus devidos direcionamentos.





Clara

Estudante de Letras, Clara Paixão auxiliou diversos autores conservadores em Recife e Carpina (PE). Amante da Liberdade, Clara entende que são preceitos básicos: direito irrestrito ao projeto de vida do próximo, direito à propriedade privada e livre mercado.

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