Montagem - Nano Banana
A eleição presidencial no Peru virou um barril de pólvora. Com Roberto Sánchez, candidato de esquerda ligado ao campo político de Pedro Castillo e próximo ao eixo ideológico de Lula na América Latina, disputando voto a voto contra Keiko Fujimori, vídeos divulgados nas redes sociais passaram a mostrar denúncias de suposta fraude eleitoral e prisões de militantes ligados à esquerda.
Até agora, não há proclamação oficial do resultado, e a própria apuração segue em aberto, com votos e atas ainda sob análise das autoridades eleitorais.
Segundo a Associated Press, com cerca de 94% dos votos apurados, Sánchez aparecia com apenas 50,015% contra 49,985% de Keiko, uma diferença de cerca de 11 mil votos, margem mínima em uma eleição nacional. A Reuters também registrou que o esquerdista passou à frente na reta final da contagem, puxado principalmente por votos de áreas rurais. Esse cenário apertadíssimo explica por que cada denúncia, cada ata contestada e cada vídeo de suposta irregularidade ganha peso político imediato.
O ponto central é que o Peru ainda não tem presidente eleito oficialmente. As denúncias precisam ser apuradas, mas o clima de suspeita já contamina uma disputa marcada por polarização, crise institucional e medo de avanço da extrema-esquerda.
Para Keiko Fujimori e seus apoiadores, a fiscalização precisa ser total até o último voto.
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