Reprodução Instagram
A disputa pela Presidência segue apertada em novo levantamento nacional. Pesquisa do Instituto Gerp divulgada nesta terça-feira (11) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 45% e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 43% em uma eventual disputa de segundo turno. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico.
No primeiro turno, o equilíbrio é ainda mais evidente: Lula e Flávio aparecem numericamente empatados, com 38% cada, mais de 30 pontos à frente dos demais nomes testados.
O levantamento traz ainda sinais de desgaste para o presidente. Segundo o Gerp, 48% afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto a rejeição de Flávio Bolsonaro chega a 44%. Na avaliação da administração federal, 53% desaprovam o governo Lula, 42% aprovam e 5% não souberam responder.
Foram entrevistados 2.400 eleitores das cinco regiões do país entre 6 e 10 de agosto, por telefone, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08045/2026.
No mesmo dia da divulgação dos números, Michelle Bolsonaro (PL) voltou a aparecer publicamente ao lado de Flávio em Brasília, no primeiro encontro presencial dos dois depois da crise exposta dentro do grupo político no fim de junho. Candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle participou de gravações de campanha, pediu votos para o enteado e afirmou que as divergências foram colocadas de lado em favor de algo maior. A ex-primeira-dama disse não guardar mágoas, relatou que os dois se abraçaram e resumiu a reaproximação afirmando que “oramos juntos e está tudo certo”.
Os números, porém, mostram também por que nenhuma campanha pode tratar a corrida como definida. Levantamentos divulgados no mesmo período apresentam retratos diferentes: na pesquisa CNT/MDA, também publicada na terça-feira, Lula aparece com 48% contra 39,1% de Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno. A diferença entre pesquisas reforça que os levantamentos são fotografias produzidas com metodologias e amostras próprias, e não previsões do resultado das urnas.
Para Flávio, a reaproximação com Michelle ocorre justamente quando sua campanha tenta ampliar alianças e consolidar o eleitorado de direita na reta final para o início oficial da campanha eleitoral.
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