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Pezão diz que não se sente desconfortável com a intervenção

Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

O governador Luiz Fernando Pezão disse nesta sexta-feira (16), em coletiva de imprensa que não há nenhum valor já estipulado para que o Estado receba ajuda financeira para combater a violência.

“Não é fácil arrancar dinheiro do ministro Meirelles, mas sempre converso com ele”, disse, em referência ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

O governador rechaçou que a corrupção seja culpada pela crise financeira no Estado e disse que a queda no preço do petróleo prejudicou as contas do Rio. “A corrupção tem que ser combatida, mas o déficit do Estado não é devido a isso”, destaca, ao reforçar que não é o “culpado do preço do barril de petróleo ter caído”. “O Rio tem uma dependência do petróleo e tivemos uma queda de receita de 26% nos últimos anos”.

Segundo Pezão, o uso do fuzil está sendo banalizado e a intervenção na segurança do Estado decretada pelo presidente Michel Temer era fundamental. “Sempre fui favorável ao uso das Forças Armadas ajudando na segurança”, disse.

Pezão afirmou ainda que tinha pedido inicialmente uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ampliada, mas que foi convencido de que a intervenção era necessária. O governador afirmou que não se sente desconfortável com a medida e que o fato de a segurança estar sob o comando do general Braga Neto “não nos diminui em nada”.

O governador disse ainda que o Rio não é a capital mais violenta e que o processo de intervenção não foi feito antes porque ele é complexo e o próprio Exército tem cautela em ações como esta. “Intervenção é experiência, daqui a pouco pode ser pedida no Brasil inteiro”, afirma.

Para Pezão, os candidatos a governadores e à Presidência do País terão que debater segurança. Ele destacou que o Estado é cortado por importantes rodovias e que está também tendo problemas em áreas em que é preciso o uso da Marinha, como Angra dos Reis e Paraty. Segundo ele, serão necessárias algumas ações específicas nesta área marítima.

Pezão disse ainda que o interventor terá autonomia para escolher seus auxiliares e minimizou a possibilidade de a corrupção se espalhar das polícias para as Forças Armadas. “A polícia nunca deixou de cortar na própria carne e punir (maus policiais)”, disse.

Fonte: Estadão Conteúdo

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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