O novo relatório do PL Antifacção, apresentado pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP), mudou de cara porém segue inquietando. O parlamentar pautas apresentou uma quarta versão da proposta, que agora destina bens apreendidos ao fundo estadual ou ao fundo da Polícia Federal (PF) conforme a investigação, em vez de concentrar tudo no federal. No entanto, o Ministério da Justiça acusa que a versão anterior já fragilizava a investigação federal, por “debilitar financeiramente à PF”, e que o texto ainda mantém “vários retrocessos jurídicos e institucionais inaceitáveis”.
Enquanto isso, o ex-ministro Sergio Moro põe luz em outra ponta da trama: “Quem é frouxo no combate ao crime, quem sempre defendeu leniência com criminosos foi o Partido dos Trabalhadores”.
O risco, para ele e para especialistas em segurança pública, é que com falhas na lei o crime organizado avance enquanto o Estado perde ferramentas e recursos para reagir.
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