A crise entre Estados Unidos e Venezuela ganhou um capítulo ainda mais tenso depois que Donald Trump determinou o fechamento total do espaço aéreo venezuelano, medida que, segundo Caracas, é “colonialista” e representa uma “ofensiva direta contra a soberania do país”.
A decisão fez a Venezuela amanhecer sem aviões civis no ar e provocou uma reação imediata de Nicolás Maduro, que convocou aliados e mobilizou parte da estrutura militar. Um dos movimentos mais simbólicos foi o deslocamento para a fronteira com o Brasil de um avião que já foi utilizado por Maduro.
A aeronave pousou próximo a Roraima num gesto visto como intimidação estratégica, enquanto o regime reforça o discurso de “patriotismo” diante da pressão internacional.
Com a ordem de Trump, voos comerciais foram suspensos, companhias aéreas bloquearam rotas e a aviação venezuelana entrou em modo de emergência. A medida afeta diretamente um país que já enfrenta uma queda de mais de 70% no tráfego aéreo desde 2014, segundo dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
Enquanto isso, o Brasil acompanha de perto a movimentação na fronteira, que volta a chamar atenção mundial num momento de instabilidade crescente no continente.
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