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Lula recuou de fazer um pronunciamento em rede nacional para rebater o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump a produtos brasileiros. O governo cogitou falar ao povo na quinta (10) ou sexta (11), mas preferiu esperar as negociações até agosto, quando as tarifas começam a valer.
Enquanto isso, prometeu acionar a OMC e recorrer à Lei da Reciprocidade. “Taxou aqui, vamos taxar lá”, disse ele num evento no Espírito
Santo. Segundo a CNN, o governo tenta evitar desgaste direto, mesmo diante da pressão crescente nas redes e da campanha “Defenda o Brasil do PT”, que já bateu mais de milhares de menções.
Trump, por sua vez, sinalizou que pode conversar “em algum momento” com Lula, mas fez questão de defender Jair Bolsonaro. “Eu o conheço bem. Negociei com ele. Posso dizer que ele é um homem muito honesto”, afirmou. A fala reforça a estratégia do republicano de culpar o cerco jurídico a Bolsonaro como fator para as tarifas.
No pano de fundo, o estrago econômico pode ser grande: estimativas da Confederação Nacional da Indústria indicam que setores como aço, alumínio e celulose podem perder bilhões.
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