Feito em IA - Nano Banana 2
Após meses de aproximação política com o governo do estado, prefeitos de peso no interior da Bahia decidiram não migrar para a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Nomes como Zé Ronaldo, Zé Cocá e Junior Marabá mantiveram alinhamento com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), contrariando a estratégia conduzida pela Secretaria de Relações Institucionais. Juntos, eles representam regiões-chave: Feira de Santana, a segunda maior cidade do estado; Jequié, polo do Médio Rio de Contas; e Luís Eduardo Magalhães, centro do agronegócio baiano.
Aliados destacam que, apesar da convivência institucional com o governo, não houve conversão eleitoral. Segundo relatos, os gestores foram orientados a manter relação administrativa com o Estado para garantir obras e serviços, mas sem comprometer posicionamento político. O caso de Zé Ronaldo é simbólico: em evento recente, ele reuniu lideranças e declarou que “nunca mudou de lado”, reforçando uma trajetória histórica distante do PT.
Outros fatores pesaram nessa decisão. No caso de Zé Cocá, cobranças públicas sobre promessas não cumpridas como o Aeroporto Regional de Jequié, o centro industrial e projetos de irrigação ampliaram o distanciamento. Já Junior Marabá, mesmo após acenos ao governo, atua em um eleitorado majoritariamente conservador e alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que influenciou sua posição.
Paralelamente, dados recentes de pesquisas como a Quaest indicam sinais de desgaste: embora a aprovação do governo estadual chegue a 56%, apenas 37% avaliam a gestão como positiva, enquanto 25% consideram negativa e mais de 74% dos entrevistados defendem mudanças.
O cenário também reflete dificuldades mais amplas na base governista. Prefeitos relatam atrasos em convênios e liberação de recursos, com casos em que parcelas só devem ser pagas após as eleições, o que gera insatisfação e desconfiança. Há registros de obras com múltiplos aditivos sem execução efetiva, segundo publicações no Diário Oficial.
Em meio a esse ambiente, até aliados admitem preocupação com o humor do eleitorado e a dificuldade de transformar articulação política em apoio consolidado nas urnas.
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