Fernando Frazão / Agência Brasil
A Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), promoveu, nesta terça-feira (15), o primeiro encontro Amigos da Tartaruga. O evento foi realizado na sede da Unidunas, na Praia do Flamengo, e reuniu representantes de ONGs na área ambiental e moradores da região.
Produzida em parceria com o Prodetur Salvador e o Projeto Tamar, a iniciativa consiste numa ação de educação ambiental para a conservação das tartarugas marinhas no trecho da orla da capital baiana compreendido entre os bairros de Itapuã e Ipitanga. Na ocasião, o agente ambiental do Tamar e palestrante do encontro, Manoel Joaquim, abordou a biologia das tartarugas marinhas, as principais ameaças que pairam sobre estas espécies e o que as pessoas podem fazer para conservá-las.
“O maior problema nos ambientes urbanos é a iluminação artificial porque a fotopoluição desorienta os filhotes quando saem do ninho. Em vez de irem para o mar, eles são atraídos pela luz. Por isso, recomendamos que as pessoas com casa em frente à praia direcionem suas luminárias para dentro do terreno. Além disso, que não joguem lixo na areia, não utilizem veículo automotor na praia nem retirem as estacas do Tamar para marcação dos ninhos”, disse.
O analista ambiental do Prodetur, Jeferson Cerqueira, ressaltou que o Amigos da Tartaruga integra uma série de ações que tem por objetivo salvaguardar as espécies animais e vegetais que habitam a área da orla de Salvador, onde a Prefeitura tem realizado obras recentes de requalificação urbana.
“Os seis encontros Amigos da Tartaruga envolvem permissionários, barraqueiros, comerciantes, redes de hotéis e pousadas, organizações socioambientais, estudantes e demais representações das comunidades praieiras na conservação das tartarugas e seu habitat. Além de organizar a proteção ambiental, ressaltamos que o turismo sustentável fortalece a economia local”, informou.
Walace Ribeiro, de 39 anos, permissionário de um bar e restaurante na orla de Stella Maris, falou que tem colaborado informalmente com o Projeto Tamar, motivo pelo qual quis se aprofundar sobre as possibilidades de cooperação.
“Sempre quando a tartaruga desova, a gente cerca o ambiente e liga para o Tamar, que nos atende com sua equipe. Então, vim aqui para aprender o que posso fazer a mais pela causa ambiental. Inclusive, qualquer cidadão no seu momento de lazer, em suas férias, quer ver o ambiente bem preservado e isso é bom para o comércio”, concluiu.
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