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Presidenciáveis partem para troca de ataques durante debate na TV

Crédito: Eduardo Anizelli/Folhapress

A proximidade da eleição – 11 dias – e o cenário embolado da disputa presidencial, onde o líder das pesquisas não chega a reunir 30% das intenção de votos e quase o mesmo patamar (28%) dos eleitores ainda não têm candidato, fizeram com que os principais candidatos deixassem a ideia do ‘voto útil’ apenas para as considerações finais e partissem para o ataque franco contra os adversários para garantir uma vaga no segundo turno.

Os candidatos à Presidência presentes no debate SBT/Folha/UOL, na quarta-feira, 26, evitaram mencionar o nome do presidenciável líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL) e centraram o ataque ao PT, de Fernando Haddad, que foi alvo de Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmim (PSDB) e Alvaro Dias (Podemos) (assista à íntegra do debate abaixo).

Ciro e Haddad trocaram farpas, em especial no segundo bloco do debate. Indagado se daria cargos ao PT caso seja eleito, Ciro respondeu: “Se puder governar sem o PT, eu prefiro. Nesse momento, o PT representa uma coisa muito grave porque transformou-se numa estrutura de poder odienta que acabou criando o Bolsonaro, essa aberração”.

Pouco depois, questionado sobre a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu eventual governo, Haddad desviou da pergunta para rebater a crítica de Ciro. “Acabo de ver Ciro dizendo que não pretende governar com o PT, mas poucos meses atrás me convidava para ser vice, dizendo que seria a chapa o dream team. Não é assim que se faz política, demonizando quem não está junto”, disse Haddad.

União do centro e a polarização

Alckmin foi perguntado sobre a possibilidade de união dos candidatos de centro ainda no primeiro turno para evitar a polarização entre PT e Bolsonaro. Respondeu que não questiona a legitimidade dos adversários e repetiu a estratégia de disparar contra o PT e Bolsonaro.

“De um lado a volta do PT, que levou o País a 13 milhões de desempregados, uma irresponsabilidade nas contas públicas, um projeto de poder só de ganhar eleição. O Brasil para eles é secundário. De outro lado, evitar a insensatez de um candidato que não tem as menores condições, que representa o que há de mais atrasado na política, uma intolerância num país tão plural como o Brasil”, disse Alckmin.

No primeiro bloco, o mais emblemático foi entre Marina e Haddad, em que um responsabilizou o outro pelo governo do presidente Michel Temer. O petista questionou a Marina como predente retomar o emprego e o que faria com o a PEC do Teto dos Gastos e a terceirização, medidas aprovadas no governo Temer e sobre as quais a candidata costuma não responder diretamente. A candidata da Rede disse que quer “recuperar a credibilidade” perdida em função da corrupção do PT, PSDB e MDB.

“Quem botou o Temer lá foram vocês. Ele traiu a Dilma e não teria conseguido chegar à Presidência se nao posse a oposição”, retrucou Haddad. A Rede entrou com a ação para cassar a chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A isso, a candidata disse que o PT se juntou com Temer “para afundar o Brasil” e lembrou que Haddad “foi pedir benção” para o senador Renan Calheiros (MDB) neste ano, que apoiou também o impeachment.

Haddad protagonizou ainda um embate discreto com Ciro sobre desenvolvimento regional. O petista relembrou seus feitos enquanto ministro da Educação de Lula, como a criação de universidades. “Fui um dos ministros do Lula que mais lutou pelo País. Pra 126 municípios, levei universidades federais”, afirmou, ao dizer ainda que retomaria obras paradas pelo País. O petista lembrou que o próprio Ciro foi ministro do governo Lula. Na tréplica, o pedetista disse que o “Brasil precisa de um presidente que de fato conheça o País”.

Já Guilherme Boulos (PSOL) perguntou para Alckmin: “Cadê o dinheiro da merenda?”, em referência ao escândalo do desvio de recursos de merendas nas escolas públicas em São Paulo. O tucano se defendeu dizendo que não fechou nenhuma escola. “Há uma mudança demográfica”, justificou. Na réplica, Boulos lembrou que Alckmin não respondeu à questão da merenda e disse que ele não é nenhum “santo”, em relação ao apelido que seria do tucano na lista da Odebrecht.

“Esse é o nível de um candidato a presidente da República!”, reagiu Alckmin. “Não sou desocupado, não tenho nenhuma condenação. A questão da merenda escolar fomos nós que descobrimos”, disse.

Informações do Estadão Conteúdo

 

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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