Agência Brasil
Martiz Vizcarra, presidente do Peru, decidiu enfrentar o parlamento daquele país acatando a vontade popular. Alguns parlamentares apoiam a decisão, outros, como a filha do ex-presidente Fujimore tentam declarar vago o cargo do presidente. “Perante a negação fática da confiança e respeito à constituição política do Peru, decidi dissolver constitucionalmente o Congresso e convocar eleições parlamentarias da República, a decisão está prevista no artigo 134 da Constituição”, disse o presidente em pronunciamento televisivo. “Buscamos criar um mecanismo mais transparente e participativo dos membros do comitê constitucional para evitar as repartilhas e a utilização de instituições para que poucos usufruam delas”, declarou ainda.
Vizcarra teve “moção de confiança” negada pelo Parlamento peruano para eleger os membros do Tribunal Constitucional. Os parlamentares elegeram dois nomes polêmicos para o posto: Gonzalo Ortíz Ceballos, primo do presidente do legislativo, e Manuel Sánchez Paiba, que tem antecedentes penais. “A maioria parlamentar caiu na vergonha e preferiu o escudo à corrupção”, disse o presidente em pronunciamento.
A medida do presidente visa reorganizar o país, que sofre com os efeitos devastadores da Odebretch sobre políticos peruanos. A operação deflagrada no país fez o presidente Pedro Paulo Kucinsky renunciar.
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