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Programa Defesa Civil nas Escolas encerra primeiro semestre com sete colégios e mais de 600 alunos alcançados

Bruno Concha SECOM Salvador

A cerimônia de culminância do Projeto Defesa Civil nas Escolas (PDCE) foi realizada nesta terça-feira (5) com a visita de 162 estudantes de quatro escolas municipais ao Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil (Cemadec), localizado na sede da Codesal, na Avenida Bonocô. Entre janeiro e junho deste ano, o programa alcançou sete unidades da rede municipal de ensino, beneficiando mais de 600 alunos que receberam aulas sobre diferentes módulos, incluindo percepção de risco, educação ambiental, mudanças climáticas e doenças como dengue e leptospirose.

Iniciado em 2016, o PDCE é uma iniciativa da Codesal que visa levar conteúdos educativos sobre proteção e defesa civil a estudantes da rede municipal, promovendo conscientização sobre riscos como deslizamentos e enchentes, além de capacitar os alunos para atuarem de forma preventiva e segura em situações de emergência. O programa já conta com mais de 10 mil estudantes beneficiados ao longo de quase uma década de atividades.

O evento desta terça-feira teve como foco a apresentação de trabalhos produzidos pelos estudantes com base nos temas abordados ao longo do semestre. Participaram os alunos das escolas municipais Professor Ricardo Pereira, Desportiva Santa Rita, Agripiniano Barros e de Pernambués. Também foi lançado o 3º concurso de redação que neste ano traz o tema “Impactos do Racismo Ambiental”.

Presente no encerramento das atividades, o diretor-geral da Codesal, Sosthenes Macêdo, celebrou o encerramento de mais um ciclo e disse que o objetivo da Codesal é ter a universalização do PDCE em toda a rede municipal. “São cerca de 100 escolas envolvidas nesse projeto, que é uma referência para todo o Brasil. Hoje nós avançamos, pois o PDCE originalmente se dava para as crianças no ingresso na sua vida escolar e hoje temos também o PDCE EJA para jovens e adultos no contra turno”, destaca, lembrando que o principal objetivo da iniciativa é preparar a comunidade escolar para situações de emergência e desastres naturais, promovendo a conscientização sobre riscos e a cultura de prevenção.



A coordenadora do programa, Rafaela Oliveira, explica que o programa, dividido entre ensinamentos teóricos e práticos, é totalmente alinhado com as diretrizes curriculares da rede municipal de ensino. Segundo ela, são priorizadas as escolas situadas em áreas de risco ou com um grande número de alunos que residem nessas áreas.

“Iniciamos com a teoria, que abrange temas com foco na sustentabilidade e conscientização sobre as alterações no clima. O encerramento é marcado por essa visita ao Cemadec, para que eles conheçam esse espaço tecnológico. Hoje é um momento de prazer para os meninos, com palestras, apresentações de danças e reflexões em torno de mudanças climáticas”, explica.

Para Ciderlande Souza, 10 anos, estudante do 5º ano da Escola Municipal Agripiniano Barros, localizada em Praia Grande, o momento mais interessante do curso foram as aulas sobre primeiros socorros. “Achei muito legal a parte que falou como a gente deve agir se alguém desmaiar. Gostei muito e quero aprender mais. Eu expliquei tudinho em casa para minha família”, contou entusiasmada. Já para Ana Júlia, 9 anos, aluna do 4º ano, o módulo sobre reciclagem foi a parte mais proveitosa do curso. “Todo mundo da minha casa agora separa o lixo”, comentou a garota.

De acordo com o coordenador da Gerência Regional do Subúrbio, Léo Freitas, o trabalho é essencial para orientar as crianças que vivem na localidade. “Sabemos que é uma região com muitas áreas delicadas. O curso ensina como agir em situações de alagamentos e de deslizamentos. As crianças se tornam multiplicadoras e levam as informações para os pais, avós, tios e para os próprios vizinhos. Todo mundo ganha com as ações do programa, aprendendo a como lidar em situações adversas que podem acontecer no dia a dia”, destaca.

Redação – O 3º Concurso de Redação, que neste ano traz o tema “Impactos do Racismo Ambiental”, integra as ações do PDCE e visa estimular o protagonismo entre alunos da rede municipal em comunidades escolares próximas a áreas de risco, para que atuem na prevenção de acidentes. Durante o evento desta terça-feira na Codesal, as instituições de ensino receberam os ofícios com o direcionamento dos estudantes sobre a elaboração das dissertações e prazos para entrega e premiações.





Clara

Estudante de Letras, Clara Paixão auxiliou diversos autores conservadores em Recife e Carpina (PE). Amante da Liberdade, Clara entende que são preceitos básicos: direito irrestrito ao projeto de vida do próximo, direito à propriedade privada e livre mercado.

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