Em meio à nova guerra comercial entre China e Estados Unidos, Donald Trump mandou um recado direto: “A China que precisa fazer um acordo conosco. Nós não precisamos fazer um acordo com eles”. Com tarifas de até 145% sobre produtos chineses, o governo americano reacendeu a tensão no comércio global, e Pequim respondeu proibindo entregas da Boeing, principal fabricante de aviões dos EUA.
Esse movimento abriu espaço para a Embraer, que viu suas ações dispararem após a retaliação. Analistas já projetam uma valorização de até 35% para os papéis da empresa até o fim de 2025.
A fabricante brasileira, que hoje tem apenas 2,6% do mercado chinês, pode chegar a 7% nos próximos anos, segundo especialistas. A chance é estratégica, principalmente no nicho de jatos regionais, onde a Embraer já é forte com modelos como o E195-E2. O analista Gianluca Di Mattina destaca que, mesmo sem produção local desde 2016, a Embraer manteve boas relações institucionais com autoridades chinesas e agora pode negociar acordos industriais ou de leasing.
“Com a retirada da Boeing, a Embraer pode avançar”.
Enquanto o governo americano endurece com a China e Trump pressiona por mais poder de barganha, a Embraer pode virar um trunfo brasileiro no xadrez geopolítico. O momento é visto por investidores como uma rara brecha para crescimento num dos mercados mais fechados do mundo. “A notícia representa um possível impulso para a fabricante brasileira”, avaliou Chrystian Oliveira, que recomendou compra das ações da empresa.
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