O PSD decidiu dar peso institucional à candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República ao confirmar o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, como vice da chapa. O anúncio foi feito em Brasília, nesta quarta-feira (1º), e mudou o tamanho político do projeto: antes visto por parte da legenda como uma movimentação mais pessoal de Caiado, o palanque agora passa a carregar a assinatura do comando nacional do partido.
No discurso, Caiado tentou falar diretamente ao eleitor de direita e afirmou que, se Flávio Bolsonaro chegar ao segundo turno, “é tudo que Lula quer”, defendendo que sua candidatura teria mais capacidade de reunir forças contra o petista.
A jogada tem cálculo político claro. O PSD saiu das eleições municipais de 2024 como o partido que mais elegeu prefeitos no país, com 887 prefeituras, segundo levantamento divulgado pela TV Senado, e quer usar essa força municipal para ampliar bancada, presença nos estados e poder de negociação em 2026.
Na Bahia, porém, a chapa pura do PSD abriu uma saia justa. Mesmo com Kassab na vice de Caiado, o senador Otto Alencar, presidente estadual do partido, reafirmou apoio à reeleição de Lula e ao governador Jerônimo Rodrigues. “Minha fidelidade não vai parar”, disse Otto, deixando claro que o PSD baiano seguirá em caminho diferente do comando nacional.
O movimento aumenta a pressão nos bastidores da base governista, especialmente em meio às conversas sobre a chapa ao Senado e à movimentação envolvendo Jaques Wagner e Rui Costa.
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