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A situação política em Lauro de Freitas está em um momento delicado para a petezada de Moema Gramacho. A escolha de Rosalvo como candidato parece ter gerado divisões no campo petista, especialmente entre os eleitores mais fiéis da prefeita, que agora veem em Débora Regis, do União Brasil, uma adversária competitiva.
Nas periferias, onde Moema sempre foi forte, Débora está ganhando força, deixando claro que a atual prefeita deveria ter pensado em um sucessor muito antes.
A falta de carisma de Rosalvo com o entorno de Moema Gramacho também prejudicou sua aceitação, criando um cenário de incerteza entre os aliados.
No último sábado (17), o palanque de Rosalvo com o senador Jaques Wagner no centro da cidade acabou sendo um fracasso. Isso fez com que Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues recuassem, preferindo focar seus esforços em cidades onde o PT ainda tem chance, como Ilhéus e Camaçari.
Além da falta de apoio das maiores lideranças petistas, a campanha de Rosalvo parece dividida entre os poucos aliados do ex-secretário e a militância de Moema Gramacho, que cobra uma participação mais ativa da prefeita na campanha.
Com menos de duas semanas para a eleição, a desorganização é visível, e até mesmo o governador Jerônimo Rodrigues parece já ter aceitado que a disputa em Lauro de Freitas está praticamente perdida.
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