Uma alarme acendeu nos protestos de 2013 e, três anos depois, o Partido dos Trabalhadores continua passivo, inerte, quase sem vida. A periferia das grandes capitais do país que por anos ignoraram os escândalos de corrupção e outras anomalias em prol de programas de inclusão social e crédito fácil decidiram aderir aos protestos da classe média.
Nas eleições municipais de outubro, sofistas e românticos que ainda acreditavam em discursos vindos do governo Dilma Rousseff foram testemunha da maior humilhação política de um partido político da dita “esquerda progressista”, na história das Américas: 50 milhões de eleitores deram as costas a todo e qualquer candidato petista no país. Sequer o “Peronismo” de Cristina Kirchner teve uma queda tão profunda. Na Argentina, Macri venceu as eleições no segundo turno.
O Partido que elegeu prefeitos, governadores e dois presidentes teve que se contentar com apenas 256 prefeitos no país, 60% a menos do que há quatro anos atrás, sendo o décimo partido em importância logo atrás do Democratas de ACM Neto.
Com 16,7% dos votos, Fernando Haddad foi o pior candidato petista na história do partido em São Paulo, superando o recorde negativo de Eduardo Suplicy em 1985.
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