ASCOM Guarda Municipal de Salvador
A Guarda Civil Municipal (GCM) registrou uma queda de 40% no número de documentos perdidos, entre a última quinta-feira (12) até o domingo (15) de Carnaval, em relação ao mesmo período da festa em 2025. Durante a folia do ano passado, foram entregues ao órgão 38 documentos, enquanto, neste ano, o número caiu para 23 itens. Os documentos recolhidos durante a folia podem ser recuperados no posto da GCM na Estação da Lapa, até a terça (17). Na quinta (19), o serviço volta a funcionar na sede da GCM, na Avenida San Martin.
A GCM atribui essa queda à crescente preferência dos foliões por documentos e pagamentos digitais. “Nós fizemos algumas campanhas orientando a população a não levar documento físico para a rua, mas o digital. Para algumas pessoas que não têm o digital e acabam levando dois documentos, como CNH e RG, ressaltamos que basta levar um”, disse o coordenador de Ações de Prevenção à Violência da GCM, James Azevedo.
James destacou que a população tem demonstrado confiança nos agentes da Guarda. “Quando encontram algum documento no chão ou uma carteira, entregam a um membro do nosso órgão ou a outra força de segurança”, explicou o coordenador. Após a entrega do documento ou aparelho de celular, é feita a limpeza e posterior cadastro dos itens.
Orientação – A GCM orienta os cidadãos a realizarem boletim de ocorrência após a perda de documentos ou do aparelho de celular.
Ao chegar à unidade do órgão, é feito o reconhecimento das pessoas para devolução dos itens. “Quando é celular, a gente pede para digitar a senha. Também há o cuidado de deixar o aparelho ligado para que o proprietário localize o aparelho de forma mais rápida”, disse James Azevedo.
A técnica de enfermagem Mileide Barreto, de 32 anos, disse que não vai aos circuitos tanto para curtir, mas para trabalhar. “No momento, eu prefiro usar mais o digital por questão de segurança, não perder e evitar todo o processo de tirar novamente o documento impresso. É todo um trâmite, então é mais seguro e melhor ir com o documento digital”, disse Mileide
O estudante Maiko Douglas, 18, disse que ainda não usa a documentação digital, mas ressaltou que é precavido. “Sou uma pessoa muito prevenida. Ando sempre com a cópia, a original sempre fica em casa”, afirmou.
Já o músico Rafael Cerqueira, 20, diz não andar com documentos impressos desde que adquiriu a versão digital. “Eu acho que isso [não andar com documento físico] começou depois que eu fiz o digital. Percebi que é mais prático. E o celular, hoje em dia, como está com a gente 24 horas, você acaba tendo ali o documento, não tem como esquecer”, pontuou.
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