Marcello Casal Jr / Agência Brasil
A queda do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), anunciada nesta terça-feira (25), foi recebida com otimismo pelos empreendedores brasileiros. O índice, calculado pelo IBGE, confirma uma desaceleração da inflação no país com impacto principalmente nos preços de energia, aluguel, alimentos e bebidas. De acordo com a última edição da Pesquisa Pulso, realizada em abril pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o aumento dos custos das empresas era a principal preocupação dos donos de pequenos negócios.
Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o resultado é animador. “A queda da inflação e principalmente a sua estabilização em níveis baixos por tempo prolongado tem impacto positivo sobre os pequenos negócios uma vez que tende a reduzir os custos, sobretudo de energia, ampliando consequentemente as margens de lucro dos negócios”, comenta.
Ainda segundo o presidente do Sebrae, a queda da inflação deve estimular o consumo. “Com preços mais baixos ou estáveis de um mês para o outro, o consumidor pode voltar a planejar melhor suas compras e isso vai animar a economia, ampliando o nível de confiança dos empresários que poderão planejar, inclusive, a implementação de investimentos para aumentar a produção”, avalia.
Segundo o IBGE, o IPCA-15 registrou uma queda de 0,07% para o mês de julho. O índice continuou em desaceleração na comparação com o mês anterior, quando havia sofrido alta de 0,04%. O indicador teve queda em itens importantes, como energia elétrica residencial (-3,45%), Habitação (-0,94%), gás de cozinha (-2,10%) e alimentação (-0,40%). Ainda de acordo com o presidente do Sebrae, um ambiente com inflação mais baixa terá reflexos diretos sobre o nível da taxa de juros, uma vez que a taxa Selic é utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação e deter o seu aumento.
“Uma inflação mais baixa abre espaço para a queda da taxa Selic e consequentemente de todas as taxas de juros de crédito na economia, o que por sua vez pode contribuir para um fluxo maior de crédito para os pequenos negócios”, avalia Décio Lima. Ele acredita que o mais importante não é o nível atual da inflação e sim a sua trajetória de queda e estabilização no futuro. “Essa é mais uma boa notícia que, combinada a outros esforços do governo federal, como o programa de renegociação de dívidas (o Desenrola), a discussão sobre a reforma tributária, entre outras, deve contribuir para um ambiente de negócios mais propício e favorável ao crescimento e desenvolvimento econômico do país, com uma atuação de destaque dos pequenos negócios”, comenta.
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