Política

Reconstruída pela Prefeitura, Colônia do Rio Vermelho traz dignidade para pescadores e mais conforto à população

Um dos espaços mais tradicionais para trato e comercialização de pescado em Salvador, a Colônia de Pescadores do Rio Vermelho, situada ao lado da Vila Caramuru, no Largo da Mariquita, foi inaugurada nesta terça-feira (30) após a conclusão das obras de reconstrução realizadas pela Prefeitura.

A nova estrutura foi entregue pelo prefeito Bruno Reis ao lado de lideranças do município, e vai proporcionar mais segurança e dignidade para os cerca de 60 trabalhadores que atuam no local, além de conforto para os clientes.

“Este era um sonho antigo da colônia do Largo da Mariquita, que está se tornando realidade hoje, às vésperas dos festejos de Iemanjá, onde vamos agradecer à Rainha do Mar. Os pescadores agora têm uma nova sede, garantindo que as mercadorias sejam vendidas sem nenhum prejuízo. Temos locais para armazenamento, onde eles podem guardar os seus objetos de trabalho em segurança. E temos, ainda, quiosques específicos para venda do pescado, trazendo conforto também para milhares de pessoas que vêm aqui diariamente para comprar os mais diversos produtos”, disse Bruno Reis.



Com investimento de R$720 mil, a intervenção teve projeto elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), ouvindo demandas dos próprios pescadores. Entre as novidades, o imóvel ganhou equipamentos adequados para abrigar os motores das embarcações e outros itens de trabalho. Além disso, ganhou área de convivência, já que a colônia é também um importante espaço de lazer para a comunidade.

Presidente da FMLF, Tânia Scofield disse que o diálogo com os pescadores foi essencial para o projeto:

“Conversamos muito sobre o que era melhor para eles. Tanto, que eles tinham uma cozinha aqui, que era muito precária, e nós construímos uma nova cozinha por demanda deles. Temos também um espaço de bate-papo, bem sombreado e ventilado. Porque a colônia não é só um imóvel para guardar material, nos finais de semana as famílias vêm para cá, trabalhando ou curtindo, para conviver”, disse.

Também foram implantados quatro boxes com espaços para freezers, bancadas para o tratamento do pescado e balcões para comercialização. Ainda foram implantados sanitários masculino e feminino, inclusive adaptados para pessoas com deficiência. A obra priorizou o atendimento às normas de acessibilidade, que passaram a ter rampa de acesso à praia para as embarcações, e toda a área externa ganhou piso intertravado e placas de concreto. As intervenções foram executadas pela Superintendência de Obras Públicas (Sucop).

Presidente da colônia, Almir Albergaria lembrou que os pescadores atuam há 40 anos no local, sempre mantendo o imóvel com recursos próprios. “Nunca tivemos ajuda de órgão nenhum, mas agora, graças a Deus, fomos atendidos pela Prefeitura. A colônia foi demolida e reconstruída do zero, com várias melhorias. Tínhamos duas peixarias aqui e negociamos para quatro, para oferecer mais trabalho para as pessoas”, afirmou.

“Essa colônia aqui não é só para vender peixe, ela é tipo uma instituição de recuperação de pessoas. A gente trabalha muito o lado social. A gente traz para cá pessoas que estão sem opção de vida, não têm profissão. Aqui, a gente ensina elas a pescar e a pessoa começa a tomar conta da vida dela, trabalhando como pescador”, completou Albergaria.

Antes, a tradicional Colônia de Pescadores do Rio Vermelho não atendia às exigências de salubridade, higiene e soluções de tratamento de esgoto e água, além de não contar com condições adequadas de armazenamento e comercialização do pescado. O lugar também sofria constantemente com os efeitos da maré, inclusive com inundação das instalações.

Paulo Sérgio de Jesus tem 51 anos e é pescador há 40. Ele comemorou a instalação dos boxes para venda de produtos. “Ficou uma coisa mais atraente, entendeu? Fica mais à vista do público que passa por aqui, representa melhor o nosso trabalho e a nossa cultura como pescador. Graças a Deus, a gente está sendo mais valorizado e reconhecido, né? Era o que a gente mais precisava nesse momento”, disse.

“Aqueles que pescam todos os dias no mar, muitas vezes ficam com uma dificuldade de escoar o pescado. E, agora, a gente está aqui com quatro boxes pra repassar diretamente para a mesa do cliente o produtos, o que é muito melhor”, completou Paulo Sérgio.



Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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