Reprodução Twitter @JMilei
A Argentina atravessa uma crise de representação que começou em 2020, impulsionada pelo isolamento pandêmico e anos de estagnação econômica. Essa situação lembra, em parte, a crise de 2001, marcada por recessão e desconfiança política. Agora, Javier Milei surge como figura central, com índices de confiança no governo mostrando sinais de recuperação.
Sua média de aprovação (2,52) supera a de Néstor Kirchner no início de seu mandato, sugerindo que Milei pode estar pavimentando um novo ciclo de poder.
Apesar disso, as dificuldades permanecem. A inflação ainda é um grande desafio, mas Milei conseguiu reduzir indicadores de pobreza e indigência. Dados mostram que o percentual de trabalhadores formais pobres caiu de 29,2% para 26,5%, um reflexo direto da desaceleração inflacionária. No entanto, críticos apontam riscos associados à valorização cambial e à abertura econômica promovida pelo governo, que podem desencadear instabilidades no futuro.
O discurso de Milei, focado em batalhas culturais, tem deixado em segundo plano o impacto positivo da queda da inflação.
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