Regionalização da saúde começa a partir de 2020, anuncia Mandetta

O ministro da Saúde, Luis Henrique Mandetta, anunciou hoje (29), que em 2020 a pasta atuará firmemente para tirar do papel o projeto de reorganizar as cidades brasileiras em distritos sanitários, que passarão a compartilhar alguns serviços de saúde pública. “A equipe [ministerial] já está trabalhando e, agora, começa a regionalização. Ano que vem, a regionalização vai sair do papel”, disse Mandetta durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite, em Brasília.

O foro de debates, responsável por pactuar a organização e o funcionamento das ações e serviços de saúde integrados em redes de atenção à saúde, tem a participação de representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), e discutiu aspectos como a reestruturação da Atenção Primária à Saúde, o aprimoramento do programa Mais Médicos e a situação do sarampo no Brasil.

Discutida há anos, a regionalização é uma pauta encampada por Mandetta desde que assumiu o ministério. Já durante a cerimônia de posse no cargo, o ministro manifestou a intenção de, a exemplo de seu antecessor, Gilberto Occhi, seguir discutindo o projeto de regionalização da saúde com representantes do Conass e do Conasems.

Outra linha de ação defendida por Mandetta durante a posse, e retomada hoje (29), é a necessidade de tornar os gastos mais eficientes em um cenário de crise financeira. “Este é um ano difícil. Estamos fazendo um orçamento real para o ano que vem, sem maiores projeções, já que, se [a melhora da atividade econômica acontecer] podemos dizer que arrecadamos mais que a expectativa. Então, há que se fazer mais com o que temos. Essa tem sido a tônica do ministério. Por isso, a gente fica segurando e segurando despesas, para ver se conseguimos melhorar um pouco a performance, essa busca por métricas. Os investimentos vão ser basicamente para melhorar nossas condições de gestão”, disse Mandetta.

O ministro fez críticas às emendas impositivas de parlamentares. “Tenho conversado muito com os parlamentares sobre a questão das emendas impositivas, que criaram uma massa de recursos muito grande a ser ordenada pelos parlamentares, às vezes sem qualquer conexão com o gestor. E a ordenação [de despesas] pela ótica política normalmente não dá certo. São mais de R$ 10 bilhões”, disse o ministro, acrescentando não ter “um formato” alternativo.

Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

Recent Posts

Em Camaçari, ACM Neto diz que dois prefeitos da base de Jerônimo Rodrigues vão mudar de lado: “vou anunciar pra semana”

ACM Neto afirma em Camaçari que dois prefeitos de partidos da base de Jerônimo anunciarão…

10 minutos ago

Mais uma baixa: chefe da comunicação deixa governo enquanto aliados abandonam Jerônimo

Marcus Di Flora deixa a Secom enquanto prefeitos e lideranças rompem com a base de…

19 minutos ago

Bahia ganha respiro na briga pela Libertadores após tropeço do Palmeiras

Palmeiras vence o Coritiba, mantém rival quatro pontos atrás e ajuda o Bahia a fechar…

7 horas ago

OpenAI admite invasão provocada por seus próprios modelos de inteligência artificial

Modelos da OpenAI romperam um ambiente de teste, alcançaram a internet e invadiram a Hugging…

12 horas ago

‘Vimos uma forte conexão entre capital e interior’, diz Cacá Leão durante convenção da oposição

Na convenção partidária que homologou as candidaturas da chapa majoritária e proporcional da oposição na…

12 horas ago

Depoimento de Jaques Wagner na Polícia Federal aumenta tensão no palanque de Lula na Bahia

Jaques Wagner depõe à PF em 7 de agosto, dois dias após o fim das…

12 horas ago

This website uses cookies.