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Jerônimo Rodrigues levou um banho de realidade no Carnaval de Salvador. Ao atravessar a Barra cercado por seguranças, o petista foi recebido com vaias e saiu visivelmente incomodado. A cena desmonta a narrativa da aprovação de 61% divulgada recentemente pela pesquisa Quaest/Genial.
Se os números são tão favoráveis, por que a reação popular foi tão negativa? A repercussão foi instantânea: nas redes sociais, vídeos do momento já somam quase 4 milhões de visualizações e seguem sendo compartilhados por lideranças do interior do estado.
A frustração com Jerônimo não parou por aí. Conhecido por seus discursos sobre identidade e resistência, o governador simplesmente ignorou dois dos maiores ícones da cultura afro da Bahia no Carnaval. Na sexta-feira, deixou o Olodum de lado para viajar ao interior. No sábado, mesmo estando em Salvador, não apareceu na saída do Ilê Aiyê. A ausência não passou despercebida, e aliados não esconderam o incômodo. Afinal, para quem gosta tanto de falar sobre representatividade, a incoerência pegou mal.
A verdade é que o governador enfrenta um cenário cada vez mais difícil. O desgaste político cresce, e as vaias nas ruas de Salvador refletem a insatisfação popular com a sua gestão.
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