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O Governo da Bahia encerrou o primeiro ano de Jerônimo Rodrigues com um rombo histórico de R$ 2,5 bilhões no orçamento, segundo auditoria divulgada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A gestão petista executou despesas muito acima do que havia em caixa, evidenciando uma completa falta de planejamento. Para a oposição, esse descontrole financeiro explica a enxurrada de 15 empréstimos solicitados pelo governador nesses dois primeiros anos de mandato.
Assim que a bomba veio a público, o governo emitiu uma nota cheia de malabarismos, tentando minimizar a gravidade do caso. Como sempre, foi mais rápido na comunicação do que na gestão da Fazenda.
A situação fiscal do estado, no entanto, não é o único problema que pesa contra Jerônimo. Pelo menos 2.500 professores da rede estadual recebem salários abaixo do Piso Nacional do Magistério. Metade desses profissionais trabalha sob o regime especial (Reda), o que só aumenta a indignação da categoria com o governador. Mesmo sendo professor de formação e ex-secretário de Educação, Jerônimo virou as costas para os colegas ao assumir o cargo. O clima de insatisfação só piora com declarações como a defesa da aprovação automática de alunos, quando afirmou que “não pode ser um educador que diga no final do ano ‘você está reprovado’. Quando se reprova, é a escola que está reprovada”.
A crise na Educação e o descontrole financeiro expõem um governo que parece mais focado em narrativas do que em soluções reais. O descumprimento do piso salarial para professores revela uma gestão que não valoriza a categoria e desrespeita direitos básicos.
Jerônimo Rodrigues, que já é considerado o pior governador da história do estado, segue afundando a Bahia em problemas que poderiam ser evitados com boa gestão. Mas, após 20 anos de governos petistas, o que se vê é o agravamento de um modelo falido, sustentado por discursos vazios e promessas não cumpridas.
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