Max Haack SECOM
O ano letivo inicia com uma grande novidade nas escolas públicas e privadas: a aprovação do projeto de lei que determina que a Educação Financeira faça parte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Essa decisão do Ministério da Educação, além de preparar as crianças e os jovens para o futuro, trará aos professores um grande desafio que é se preparar e estar capacitado para abordar o tema em sala de aula.
Estabelecida entre os componentes curriculares, a Educação Financeira passa a ser discutida nas escolas e a necessidade de habilitar os profissionais da educação, que passarão este aprendizado aos alunos, se torna imprescindível. O objetivo é que os docentes estejam capacitados para dominar e lecionar essa nova temática e, dessa forma, construir um novo comportamento financeiro na sociedade.
A educadora financeira comportamental Meire Cardeal afirma que esse novo conteúdo vai proporcionar mais conhecimento e consciência não somente aos jovens, mas a toda a população. Porém, ela alerta para a preparação e mudança comportamental dos educadores. “Assim como a maioria dos brasileiros, os professores também não foram ensinados a gerir o próprio dinheiro, isso ocasionou a realidade que vivemos hoje: uma sociedade endividada, extremamente consumista e sem controle financeiro”. Agora, assuntos como, taxas de juros, inflação, aplicações financeiras (rentabilidade e liquidez de um investimento) e impostos devem ser discutidos nas aulas. De acordo com a BNCC, a Educação Financeira “favorece um estudo interdisciplinar envolvendo as dimensões culturais, sociais, políticas e psicológicas, além da econômica, sobre as questões do consumo, trabalho e dinheiro”.
Meire Cardeal explica que essa nova abordagem será muito importante para estimular os jovens a se planejarem financeiramente, terem mais consciência e criarem uma boa relação com o seu próprio dinheiro. “Essas experiências vividas durante a infância e adolescência podem auxiliar na formação de cidadãos conscientes, com mais autonomia, capacidade de autogestão e sustentabilidade”, completa.
No Brasil, mais de 65% das pessoas estão endividadas e com problemas de inadimplência. É o que indica a pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Cerca de 18 mil consumidores foram entrevistados e estima-se que 30% da renda dos brasileiros está comprometida com dívidas.
A educadora financeira comportamental ressalta que a abordagem da Educação Financeira tem o objetivo de solucionar esse problema. “Precisamos aprender desde cedo a planejar e tomar decisões que nos ajudarão a lidar melhor com as questões materiais e emocionais do cotidiano. Esse aprendizado não tem relação somente com o dinheiro, mas podem ter uma ligação com o que gastamos ou economizamos”.
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