A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) inicia, nesta quarta-feira (29), a distribuição das cadernetas de saúde para as pessoas acometidas pela hanseníase em Salvador. A medida foi elaborada pelo Ministério da Saúde e visa facilitar o registro do tratamento da doença, bem como disponibilizar orientações sobre a doença, os direitos e os cuidados com a própria saúde.
Os profissionais das unidades básicas de saúde da capital baiana deverão realizar o preenchimento adequado para que o paciente tenha acesso ao histórico do tratamento sempre que necessário. “É um importante instrumento para a gestão do cuidado. A notificação dessas informações da pessoa acometida pela hanseníase é fundamental para promover a comunicação entre os diferentes profissionais e serviços de saúde que acompanham o agravo”, explica o coordenador da Atenção Primária da SMS, Abdon Brito.
O paciente pode se consultar com médico clínico ou enfermeiro em qualquer unidade básica de saúde da capital baiana. Se diagnosticada a doença, o cidadão é encaminhado para uma unidade mais próxima de sua residência que possua Programa de Controle da Hanseníase, onde terá acesso gratuitamente a consultas especializadas e medicamentos. A capital baiana registra hoje 222 casos adultos e 11 infantis em tratamento.
Doença – A hanseníase é uma doença crônica cujo diagnóstico é essencialmente clínico e epidemiológico, por meio da história clínica, exame de pele e neurológico e situação epidemiológica. É de notificação compulsória, realizada após confirmação do caso.
Segundo Brito, ainda existem pessoas que não sabem que estão doentes e não buscam assistência, já que os sintomas não causam desconforto, inicialmente.
“O grande problema é o estigma que existe em torno da doença e o desconhecimento. Existem pessoas que acreditam que a hanseníase não existe no Brasil e o diagnóstico precoce ainda é a melhor forma de evitar as incapacidades geradas pela doença, de forma essencialmente clínica. O familiar de um paciente com hanseníase também precisa ser consultado”.
A doença, que compromete principalmente a pele e os nervos periféricos, é transmitida por meio das secreções das vias respiratórias (nariz e boca) para as pessoas que convivem com o doente não tratado na forma multibacilar (MB). Clinicamente apresenta lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ ou comprometimento de nervos periféricos (sensitivo, motor e/ou autonômico). Assim que é realizado o diagnóstico e iniciado o tratamento, os pacientes deixam de transmitir a doença. Se não for tratada precocemente, pode se tornar grave e gerar deformidades físicas devido ao comprometimento dos nervos, principalmente nas mãos, pés e face.
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