Max Haack SECOM
O bom desempenho dos atletas baianos nas olimpíadas de Tóquio reacende o debate sobre o incentivo necessário para o Brasil se tornar uma potência no esporte. Com tantos talentos revelados em projetos sociais e atletas que dependem de “vaquinhas” para participarem de competições, o apoio do poder público se torna o principal alvo de quem pretende se profissionalizar no esporte. É nesse contexto que a Prefeitura de Salvador está em fase final de estudos para a implantação de um programa similar ao desenvolvido pelo governo federal, com foco no patrocínio individual de atletas de alto rendimento.
O projeto Bolsa Atleta Municipal, aprovado pela Câmara de Vereadores em dezembro de 2017, é de autoria do diretor de Esportes da capital baiana, Felipe Lucas Lima, que enquanto vereador à época fez a proposta ser aprovada e entrar nas prioridades da área social da prefeitura.
“O projeto já está bem encaminhado, tivemos reuniões com a Secretaria da Fazenda do município para tratar de questões orçamentária e do modelo do incentivo. A pandemia atrasou o processo, mas o prefeito Bruno Reis já garantiu o programa como prioridade para o pós-pandemia. Salvador é um celeiro para o esporte no Brasil e os nossos talentos precisam ser melhor assistidos”.
Nas olimpíadas de Tóquio, em que o Brasil alcançou um recorde histórico de medalhas, 80% dos atletas eram bolsistas do incentivo federal.
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