“Foi inevitável não falar do assunto”, antecipou o ministro da Justiça. Moro fez um “raconto” dos últimos anos, resumindo trabalho em prol da Justiça e Segurança Pública, tanto no Executivo quanto no Judiciário. “Antes de assumir o cargo fui juiz federal por 23 anos. Tive diversos casos criminais relevantes e desde 2014 estive na Lava Jato que mudou o combate a corrupção no país. O cenário foi modificado. No final de 2018 recebi o convite de Bolsonaro. O nosso compromisso seria com o combate a corrupção, criminalidade violenta e crime organizado. Foi me prometido carta branca para nomear assessores como Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal (…) atuamos muito próximo a forças de seguranças estaduais e municipais, trabalhando duro contra criminalidade organizada. Não houve um combate tão efetivo como houve nessa gestão, trabalhando com os governos estaduais”, apontou.
Indagado sobre a sua renúncia, o ministro apontou que “para evitar uma crise político tentei evitar esta decisão (…) achei que foi ofensivo. O presidente não me quer no cargo por conta da precipitação da desoneração. Tenho e tive outras divergências com o presidente assim como muitas convergências e apoio. De todo modo o meu entendimento é que não tinha como aceitar essa substituição em respeito a minha biografia como Juíz… seria um tiro na Lava Jato se houvesse substituição de superintendentes e delegados. Tenho que preservar o compromisso que assumi inicialmente com o presidente”.
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