O Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energia Alternativa e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia (Sindicombustíveis Bahia) estima que os revendedores baianos tiveram prejuízos de R$610 milhões nas vendas de gasolina, álcool e diesel durante a greve dos caminhoneiros. O valor tem como base o cálculo dos preços médios dos combustíveis, divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) de 21 a 30 de maio, e a venda média dos postos, neste período.
Além dos prejuízos com a venda de combustíveis no período da greve, as mudanças na legislação e a alta nos preços fizeram o setor pagar 57,8% a mais de tributos federais nos quatro primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado, segundo informações da Receita Federal. De janeiro a abril, o setor de combustíveis pagou R$ 22,121 bilhões em tributos federais em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), contra R$ 14,017 no mesmo período do ano passado.
“Os revendedores estão amargando prejuízos que têm colocado o negócio em risco. Alguns postos na Bahia já fecharam ou estão à beira da falência. Difícil sobreviver com uma carga tributária tão elevada”, comenta o presidente do Sindicombustíveis Bahia, Walter Tannus.
Informações reproduzidas da Tribuna da Bahia On Line
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