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Os médicos que atuam na UPA Pirajá/Santo Inácio, em Salvador, denunciaram que estão há três meses sem receber salário, mesmo após o governador Jerônimo Rodrigues afirmar publicamente que os repasses ao setor estariam normalizados. Segundo o Sindimed, a crise ficou ainda mais evidente após a declaração do governador, que levou a entidade a divulgar que não houve regularização alguma e que o cenário é de “completa precariedade”.
A unidade é administrada por uma OS contratada pelo Estado, responsável por mais de 100 profissionais que seguem trabalhando sem pagamento.
Ainda de acordo com o sindicato, além dos salários atrasados, há denúncias de falta de insumos, superlotação e plantões reduzidos, situação que expõe o colapso crescente da rede estadual de saúde. A entidade afirma que já comunicou o Ministério Público do Trabalho e reforça que o Governo da Bahia não apresentou nenhuma solução concreta para o problema, que afeta diretamente o atendimento à população de bairros populosos da capital.
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