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Sócios do Hospital Espanhol apresentam dificuldades da instituição ao governo da Espanha

Em reunião na noite desta segunda-feira (17), os sócios do Hospital Espanhol apresentaram os problemas que envolvem a instituição, fechada desde setembro de 2014. O Conselheiro de Emprego da Espanha, Pablo Figueroa, esteve presente no encontro e ficou de levar as dificuldades para resolver com o governo da espanha. A dívida do hospital está em torno de R$ 500 milhões. O encontro aconteceu durante a semana de comemoração da Espanha, no Brasil.

O Hospital Espanhol está com as portas fechadas desde 9 de setembro de 2014, com uma dívida de cerca de R$ 200 milhões. A unidade empregava cerca de 2 mil funcionários e oferecia 300 leitos, sendo que 60% do atendimento era oferecido através do Serviço Único de Saúde (SUS).

Os associados lotaram o auditório do hospital, relataram sobre as dificuldades e apresentaram sugestões para o problema. O conselheiro espanhol discutiu as ideias e questões como parcerias e convênios. Ele pediu que todas as opções sejam registradas por escrito e prometeu discutir o assunto com o governo espanhol.

A presidente do Conselho Deliberativo, Miriam Bulhões, que representa os associados, acredita que a participação do conselheiro pode ajudar a resolver o problema do hospital. “Estar em contato com um representante do governo Espanhol para nós sócios e para nós espanhóis na Bahia é de suma importância. Cria-se um canal de interlocução para futuras negociações e isso é o que nós estávamos buscando”, afirma.

Para a presidente da Real Sociedade Beneficente, Nieves Andrés – instituição que comanda o hospital, o encontro foi positivo. “Estamos aproveitando a semana hispânica para buscar uma solução junto ao governo Espanhol para a situação do hospital. Hoje, fizemos uma coisa que ainda não tinha sido feita que foi discutir o que diz a legislação espanhola em relação aos cidadãos que vivem em outros países”, disse.

Atendimento

A principal preocupação é garantir assistência médica aos cerca de 2.400 sócios da unidade, de acordo com o vice-presidente do Conselho Deliberativo do Hospital Espanhol, Henrique Garcia.

“Dois médicos estão fazendo o atendimento no hospital, mas de forma voluntária. Eles estão oferecendo um atendimento clínico, enquanto outro médico está fazendo atendimento oftalmológico em uma clínica, mas, a verdade, é que os associados estão desassistidos. Hoje, o principal foco é recuperar a condição de assistência de beneficência para os espanhóis”, afirma.

Em novembro de 2015, a Promédica deu início a uma negociação para comprar a unidade, mas a conversação não avançou, segundo Garcia, porque “os moldes que a eles queriam fazer o negócio não era interessante para o hospital”, disse.

Ainda conforme o vice-presidente, outras duas instituições manifestaram interesse na aquisição do hospital, mas os dissídios trabalhistas e tributários sãos os principais entraves nas negociações.

Acordos

A presidente do Conselho Deliberativo, Miriam Bulhões, explicou que a dívida trabalhista está, atualmente, em R$ 180 milhões. As dívidas bancárias foram negociadas e alguns débitos cíveis que ainda não foram negociadas. Todos os valores foram congelados pela Justiça, com exceção das dívidas trabalhistas, que continuam crescente do cada mês.

“As negociações do hospital Espanhol continuam, tanto a para a possível venda do equipamento, como para um possível arrendamento. Estamos recebendo propostas e fazendo visitas técnicas ao hospital, mas o endividamento na área trabalhista é um fator que prejudicado muito as negociações”, afirmou.

O hospital, em pleno funcionamento, tinha 2,2 mil funcionários à disposição dos pacientes.

Em 2013, o número de associados registrados no hospital era de cerca de 4 mil pessoas. Em dezembro de 2015, um novo levantamento feito apontaram cerca de 2,4 mil sócios. Conforme Garcia, o primeiro número constava nos arquivos adquiridos com a administração da época. A redução de quase 50% aconteceu após um recadastramento e ao fato de que parte dos sócios faleceram.

Foto: Divulgação

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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