Categories: DestaquesPolítica

Taíssa Gama destaca avanço da ‘Casa da Mulher Brasileira’ de Salvador, mas critica politização sobre o projeto

Crédito: Mathias Jaimes/TV Servidor

A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Taíssa Gama, ressaltou avanço em torno do projeto da Casa da Mulher Brasileira que está sendo elaborado em uma parceria entre o Estado e o Município, mas criticou politização sobre o assunto, depois que a secretária estadual de Políticas para Mulheres, Julieta Palmeira, apresentou as dificuldades em torno da proposta.

“Politizar um assunto tão sério como violência contra mulher seria até irresponsabilidade. Aliás, algo que o Governo Rui Costa tem feito ao fechar o Projeto Viver, que teria os mesmos serviços que o da Casa da Mulher Brasileira”, critica. “Fui procurada pela secretária Julieta Palmeira três vezes para ajudá-la no assunto em Brasília, mas, por incompatibilidade de agendas, não foi possível o encontro. Fui à Brasília na sede nacional da SPM e a informação é que o projeto já estaria avançado e com projetos executivos elaborados e prontos para sair do papel com o terreno e custeio mensal do Estado”, relata. “Acredito que o assunto violência contra as mulheres não deve ser encarado como partidário, e sim como uma luta de todos”, afirma Taíssa.

A Casa da Mulher Brasileira de Salvador está sem prazo definido para inauguração na capital baiana. O projeto considerado uma inovação no atendimento humanizado às mulheres foi lançado ainda pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff e deveria ter sido implementado desde 2014.

A secretária Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude, Taíssa Gama, havia estimado que a Casa da Mulher Brasileira seria aberto até o fim deste ano e que a secretária Especial de Políticas para Mulheres do governo federal, Fátima Pelaes, informou que projeto encaminhado estava em avanço.

Entretanto, de acordo com a secretária estadual de Política para Mulheres, Julieta Palmeira, disse em entrevista ao site Bahia Notícias que, mesmo com projeto arquitetônico pronto e espaço para construção definido, não há previsão de quando a obra começará porque o andamento do projeto pelo Brasil foi paralisado após a chegada de Michel Temer ao Palácio do Planalto.

Julieta havia afirmado em entrevista ao mesmo site que o prazo do convênio para liberação da verba de construção expirou e, com isso, o projeto terá que recomeçar. “Assim que a presidenta Dilma parou, não foi adiante [a Casa da Mulher Brasileira]. Assim que a assumi a pasta, há quatro meses, estou batalhando porque, para a gente construir, já está com tudo aprovado. O projeto estava pronto, inclusive economicamente e o prazo expirou. Estamos nos dirigindo ao governo federal há alguns meses e estamos esperando resposta”, conta, sem dizer, no entanto, qual o valor liberado pelo governo federal para construção da Casa, que ficará em um terreno próximo ao hospital Sarah Kubitschek, na Avenida Tancredo Neves.

A iniciativa é fruto de um convênio entre governo federal e estadual. A União ingressa com recursos para realização da obra, enquanto a administração estadual precisa fornecer terreno e arcar com custos de manutenção das atividades da Casa. De acordo com informações que constam no site do governo federal, a iniciativa integra no mesmo espaço serviços especializados para os mais diversos tipos de violência contra as mulheres: acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; Juizado; Ministério Público, Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; cuidado das crianças – brinquedoteca; alojamento de passagem e central de transportes. “A ideia é evitar essa peregrinação das mulheres por vários órgãos para receber atendimento”, destaca Julieta, ao acrescentar que o objetivo da Casa é atender mulheres de todo o estado.

Para a secretária, a falta de avanço do projeto demonstra um retrocesso do governo Temer em relação às políticas para mulheres. “Ele retirou orçamento para gastos com atendimento a mulheres violentadas. Quando você tira o que já é pouco, você tira na carne, não tira a gordura. É um projeto que não pode ficar refém das mudanças políticas. Há um retrocesso nas políticas brasileiras”, critica. Neste ano, o valor autorizado para a rubrica foi de 61% no comparativo a 2016 – de R$ 42,9 milhões para R$ 16,7 milhões.

Rafael Santana com informaçoes extraídas do Site Bahia Notícias

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

Recent Posts

Novembro Azul: Saúde de Salvador amplia ações de prevenção e cuidado integral à saúde do homem

A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realiza durante este…

7 minutos ago

Bolsa Atleta ajuda kickboxer de Salvador a retomar competições e superar desafios

Quando questionado sobre o significado do kickboxing em sua vida, Gilmar de Jesus, de 34…

9 minutos ago

Lauro de Freitas fica em 3º lugar no país em qualificação de servidores

Lauro de Freitas ficou em terceiro lugar no Brasil e em primeiro na Bahia no…

12 horas ago

“Mentiroso”: vereadores batem boca ao discutir investigação sobre ônibus em Salvador

Sidninho e Randerson Leal trocaram acusações na Câmara de Salvador durante debate sobre a CEI…

12 horas ago

Regra histórica das midterms aumenta alerta republicano; Texas concentra disputa acirrada

Ken Paxton enfrenta James Talarico em uma corrida apertada ao Senado pelo Texas, enquanto os…

12 horas ago

Conservador e Olavista, Alexandre Aleluia reúne apoio suficiente para presidir Câmara Municipal de Salvador

Alexandre Aleluia deve presidir a Câmara de Salvador. Se eleito, será o primeiro vereador conservador…

15 horas ago

This website uses cookies.